A confirmação do retorno de Brendan Fraser e Rachel Weisz em A Múmia 4, com estreia marcada para 19 de maio de 2028, trouxe novo fôlego à franquia iniciada no fim dos anos 1990. O anúncio também reacendeu uma discussão entre os fãs: A Múmia: Tumba do Imperador Dragão (2008) continuará sendo considerado parte oficial da história da família O’Connell?
O terceiro longa foi o capítulo final da trilogia protagonizada por Fraser, mas ficou marcado pela ausência de Rachel Weisz e pela recepção negativa.
Em entrevista à EW, os diretores Matt Bettinelli-Olpin e Tyler Gillett, da dupla Radio Silence, foram questionados diretamente sobre a canonicidade do terceiro filme. Bettinelli-Olpin respondeu:
“Bem, Rachel está neste.”
Em seguida, Gillett completou:
“Isso deve responder à pergunta.”
As declarações foram interpretadas como um indicativo de que o novo longa pode não levar em consideração os acontecimentos de Tumba do Imperador Dragão, embora não haja confirmação oficial sobre uma possível reescrita da continuidade.
Ausência de Rachel Weisz e repercussão do terceiro filme
Lançado em 2008, A Múmia: Tumba do Imperador Dragão levou a narrativa para a China e apresentou uma nova ameaça ligada ao lendário Exército de Terracota. No entanto, Rachel Weisz não retornou ao papel de Evelyn O’Connell, sendo substituída por Maria Bello. Até hoje, os motivos exatos da decisão da atriz não foram oficialmente esclarecidos, seja por divergências criativas ou outras razões contratuais.
O terceiro filme também mostrou Rick e Evelyn ao lado do filho, Alex O’Connell, interpretado por Luke Ford. Apesar da expansão geográfica e da tentativa de renovar a fórmula, a produção recebeu avaliações negativas de críticos e parte do público. A substituição de Weisz foi frequentemente apontada como um dos fatores que impactaram a recepção do longa.
O que tem de tão estranho no terceiro filme?
Lançado em 2008, A Múmia: Tumba do Imperador Dragão marcou uma ruptura perceptível em relação a A Múmia (1999) e O Retorno da Múmia (2001). Enquanto os dois primeiros longas apostavam fortemente na ambientação egípcia, explorando mitologia antiga, maldições e a figura icônica de Imhotep, o terceiro capítulo transferiu a ação para a China, centrando-se na lenda do Imperador Dragão e no Exército de Terracota.
A mudança de cenário alterou não apenas o contexto histórico e mitológico da narrativa, mas também a identidade visual e temática que havia se consolidado como marca da franquia.
Outro ponto de diferença foi o tom da produção. Os dois primeiros filmes equilibravam aventura clássica, humor leve e romance, com forte inspiração em séries de ação e no cinema de exploração arqueológica. Já o terceiro longa apresentou uma abordagem considerada mais acelerada e menos centrada na dinâmica do casal protagonista.
A estrutura do vilão também passou por mudanças. Imhotep, antagonista dos dois primeiros filmes, foi desenvolvido ao longo de duas produções, com motivações claras e conexão emocional com a história. Em contraste, o Imperador interpretado por Jet Li teve menos tempo de desenvolvimento, e a narrativa priorizou sequências de ação em detrimento da construção dramática.
Além disso, o uso intensivo de efeitos visuais digitais foi apontado como mais evidente em comparação aos longas anteriores, nos quais os efeitos práticos e a ambientação contribuíam para uma atmosfera mais orgânica.
Brendan Fraser comenta bastidores e origem da trama
Brendan Fraser já abordou publicamente o desenvolvimento de Tumba do Imperador Dragão. Ao relembrar o projeto, afirmou:
“Aquele que eu queria fazer nunca foi feito.”
O ator explicou que a concepção do terceiro capítulo esteve ligada a estratégias corporativas envolvendo os Jogos Olímpicos daquele período.
“A NBC tinha os direitos de transmissão das Olimpíadas naquele ano. Então eles juntaram as duas coisas, e fomos para a China.”
Fraser também destacou aspectos positivos da experiência de filmagem.
“Trabalhar em Xangai — uma experiência incrível. Tenho orgulho do terceiro porque acho que é um bom filme independente. Seguimos em frente e fizemos o que sabemos fazer com uma equipe diferente e demos o nosso melhor.”
Nova sequência pode seguir tendência de Hollywood
Caso A Múmia 4 opte por ignorar parcial ou totalmente os eventos de Tumba do Imperador Dragão, a decisão seguiria uma tendência observada em outras franquias. Halloween (2018), por exemplo, atuou como continuação direta do filme original de 1978, desconsiderando diversas sequências anteriores. Da mesma forma, Superman Returns (2006) deu continuidade à narrativa de Superman II (1980), ignorando os capítulos subsequentes.
Até o momento, Brendan Fraser e Rachel Weisz são os únicos nomes oficialmente confirmados no elenco de A Múmia 4. Informações sobre o restante do elenco e detalhes da trama ainda não foram divulgados. A produção marca o retorno da franquia ao cinema após duas décadas desde o último capítulo protagonizado por Fraser, reacendendo o interesse em torno do futuro da saga.






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