Beijo gay em nova série sobre Alexandre, o Grande enfurece parte do público

Giovanna Camiotto

Uma boa parte do público ficou revoltada com a inclusão de um beijo gay em Alexandre: O Nascimento de um Deus, nova série já disponível na Netflix.

A série, que tem caráter documental, que mistura entrevistas com historiadores e encenações dramáticas para recontar a vida de um dos líderes militares mais importantes da história.

A sexualidade do conquistador e, consequentemente, suas relações carnais e amorosas sempre foram um objeto de debates. Nas redes sociais, usuários estão reclamando que “a Netflix transformou Alexandre em gay”.

A plataforma de streaming pode dormir sem culpa, visto que a única coisa que fez foi representar a imagem mais aceita pelos estudiosos. A maioria dos historiadores defende que ele teve relações com outros homens.

A confusão começou depois que a nova produção optou por representar o protagonista, vivido por Buck Braithwaite, como um homem homoafetivo.

Tomar no c*, o cara conquista a porr* toda pra um monte de vagabundo, mais de 2 mil anos depois, transformarem ele em gay – sem nenhuma evidência que sustente isso nas fontes primárias“, reclamou um perfil.

O povo está reclamando que deixaram o Alexandre, o Grande ‘gay’ na série da Netflix… Eu conto ou vocês contam?, ironizou outro internauta sobre as reclamações da série de seis episódios.

Um terceiro ainda relembrou o filme Alexandre, de 2004, com Colin Farrell no papel principal. Na época, a sexualidade do conquistador foi abordada de maneira extremamente sutil.

Veja algumas reações:

https://twitter.com/planet_liberal/status/1754660657696325767

Alexandre está na Netflix

Quando falamos de serviços de streaming, não há como não se lembrar da Netflix, uma das principais referências nesse mercado.

A empresa foi criada em 1997 por Reed Hastings e Marc Randolph e, inicialmente, trabalhava com o aluguel de DVDs por correio para seus clientes.

Apenas em 2010 que a companhia decidiu expandir seus negócios e passou a investir em serviço de streaming. Neste mesmo ano, começou a expansão internacional, com o lançamento da plataforma no Canadá e, em seguida, na América Latina e Caribe.

A partir de 2012, a Netflix começou a produzir conteúdo original, com a estreia da série Lilyhammer. Desde então, uma infinidade de filmes, séries, animações e documentários próprios foram lançados, incluindo produções brasileiras. O documentário em curta-metragem Capacetes Brancos chegou a vencer o Oscar.

Atualmente, a Netflix está presente em quase todos os países do mundo e possui em torno de 190 milhões de assinantes. No Brasil, a assinatura custa entre R$ 18,90 (plano básico com anúncios) e R$ 55,90 (plano premium, que dá direito a quatro telas simultâneas e ultra HD).

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