Poucas escolhas de Hollywood envelheceram tão mal quanto a de Amanda Seyfried. Em um bate-papo recente com a SAG-AFTRA Foundation, a intérprete contou que recusou Gamora em Guardiões da Galáxia por achar que o projeto poderia prejudicar sua trajetória.
Conforme o Deadline, Seyfried teria encabeçado a lista de desejos do estúdio para viver a assassina verde no longa de 2014, dirigido por James Gunn. O papel acabou nas mãos de Zoe Saldaña, que repetiu a personagem em três filmes dos Guardiões, em dois dos Vingadores e em um especial de fim de ano no Disney+.
Na época, a atriz não enxergava futuro na ideia. Ela resume o raciocínio em frases bem diretas.
Acho que recusar Guardiões da Galáxia foi algo muito óbvio para mim na época. Eu pensava: isso não vai ser um sucesso. A árvore e o guaxinim estão conversando um com o outro.
O temor de pagar o preço
O medo era concreto. Seyfried temia entrar em um blockbuster que não funcionasse e carregar a marca do fracasso.
Isso vai arruinar minha carreira se for ruim. E há uma grande chance de que possa ser ruim.
Amanda Seyfried em O Testamento de Ann Lee – Reprodução/Searchlight Pictures
Hoje, porém, ela reconhece o erro de cálculo sem esconder o orgulho da decisão.
Quer dizer, obviamente eu estava errada. Mas ainda assim não volto atrás nessa decisão.
Na versão da atriz, o motivo maior era pessoal. Ela afirma ter feito a escolha por si mesma e pela família que sabia que queria ter. Além disso, citou o incômodo com longas horas no trailer de maquiagem, a antipatia por cenas de dublês e o medo de altura, e disse que buscava algo em que pudesse se apoiar.
A resposta de quem ficou com Gamora
A matéria também recupera falas de Zoe Saldaña, que em 2024 falou sobre o futuro do grupo:
Eu pensaria que seria uma perda enorme para a Marvel se ela não encontrasse um jeito de trazer de volta os Guardiões da Galáxia. É um grupo de desajustados que os fãs adoram, sabe? Eu seria a primeira da primeira fila a comemorar quando os Guardiões voltarem.
O episódio mostra como a Marvel Studios apostou alto em um projeto que muitos consideravam arriscado. O Ei Nerd já explicou, na análise sobre o fim da trilogia, como Guardiões da Galáxia Vol. 3 encerrou o ciclo da equipe, e o elenco discutiu se há espaço para um quarto filme.
Seyfried, por sua vez, seguiu em outra direção. Em O Testamento de Ann Lee, ela vive a líder do movimento Shaker, em um musical que arrancou aplausos em Veneza, como o Ei Nerd noticiou na estreia no festival.
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