‘Anaconda’: releitura cômica com Jack Black, Paul Rudd e Selton Mello estreia no streaming

Cheyna Corrêa

A clássica franquia dos anos 90 acaba de ganhar uma nova face com o lançamento de Anaconda (2025) na HBO Max. Diferente do clima de suspense e terror puro do longa original de 1997, esta nova versão aposta em uma mistura de comédia, sátira e ação para conquistar o público atual. O projeto funciona como um reboot que respeita o passado, mas subverte completamente as expectativas ao transformar a caçada pela serpente gigante em uma experiência metalinguística.

Desta vez, a trama não foca apenas em uma equipe documental perdida, mas sim em personagens que já conhecem o mito da anaconda e decidem usá-lo a seu favor. A narrativa acompanha um grupo que tenta produzir uma nova versão do filme dentro da própria história, criando um jogo de bastidores que se choca com uma situação real de sobrevivência na floresta amazônica.

Jack Black, Paul Rudd e o brilho de Selton Mello

O grande trunfo desta produção está em seu elenco principal, que traz nomes de peso do cenário da comédia mundial. Jack Black interpreta Doug, enquanto Paul Rudd vive Griff. Os dois são amigos que decidem retomar um antigo projeto de filme cult e enxergam na viagem à Amazônia a chance de redefinir suas carreiras. A química entre os atores garante o tom cômico necessário para sustentar a premissa inusitada de “filme dentro do filme”.

Para o público brasileiro, o destaque absoluto é a participação de Selton Mello. O ator interpreta Santiago Braga, um biólogo que atua como consultor e guia da equipe improvisada. A presença de um talento nacional em um papel de relevância ajuda a ancorar a história no cenário brasileiro, trazendo uma camada extra de identificação e carisma para o projeto internacional da HBO Max.

Uma nova abordagem para a sobrevivência na Amazônia

A direção de Tom Gormican, que também assina o roteiro ao lado de Kevin Etten, deixa claro que o objetivo não é competir com o terror clássico, mas sim satirizar a indústria audiovisual. Conforme a filmagem improvisada avança com poucos recursos, os personagens percebem que a ameaça que tentavam simular na ficção é terrivelmente real. O choque entre o controle da produção e a imprevisibilidade da selva dita o ritmo das sequências de ação.

Esta tendência de revisitar franquias conhecidas com um olhar mais bem-humorado e autoconsciente tem se mostrado forte no mercado de streaming. Anaconda se beneficia disso ao não se levar a sério demais, permitindo que o espectador se divirta com os absurdos da trama enquanto torce pela sobrevivência do grupo. É a escolha ideal para quem busca entretenimento leve, mas com o DNA de um dos monstros mais icônicos do cinema.

O longa já está disponível no catálogo e promete ser um dos títulos mais comentados do final de semana. Com uma serpente gigante gerada por efeitos visuais modernos e um roteiro afiado, a produção prova que ainda há muito o que explorar nas águas perigosas do Rio Amazonas, desde que você esteja acompanhado das pessoas certas e de um guia que realmente conheça a região.

Você prefere o suspense sério do filme de 1997 ou acha que a franquia precisava mesmo desse toque de comédia com Jack Black?

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