O capítulo 1170 jogou uma bomba no colo dos fãs e confirmou uma teoria que parecia loucura: Ragnir, o martelo do Loki, tem consciência própria. E mais do que isso, ele não é uma arma comum, mas sim um roedor mitológico cheio de personalidade. Sim, você leu certo. Uma das armas mais poderosas de ‘One Piece’ é um esquilo fofoqueiro.
Essa revelação muda completamente a leitura das cenas anteriores. Quando Loki foi libertado, Hajrudin entra em pânico só de pensar nele colocando as mãos no Ragnir. E o detalhe mais importante: Hajrudin simplesmente não consegue usar o martelo. Agora sabemos o porquê. Assim como o Mjolnir da Marvel, existe um critério oculto de “dignidade”, além do tamanho colossal da arma. O martelo escolhe… porque ele pensa e pesa (e muito)!

O raio e a falsa pista do Mjolnir!
Quando Loki usa essa arma lendária pela primeira vez, o impacto é absurdo. Um raio gigantesco despenca do céu, facilmente um dos ataques mais poderosos já mostrados em ‘One Piece’. O nome terminado em “nir”, a estética nórdica e o próprio Loki automaticamente fizeram todo mundo pensar no Mjolnir do Thor. A referência parecia óbvia demais para ser ignorada.
Mas tinha algo muito estranho nessa equação. No flashback do baú da Akuma no Mi lendária, Loki é atingido pelo próprio martelo sem ninguém empunhando a arma. Isso abriu espaço para teorias de que o Ragnir teria “comido” uma zoan mítica. Só que aí surgia o problema: essa tecnologia foi criada pelo Vegapunk, e ele nunca trabalhou em Elbaf. Ou seja, alguma coisa não fechava… até agora.
Ratatoskr: o esquilo fofoqueiro da mitologia nórdica
A resposta veio de forma genial. Ragnir é, na verdade, o Ratatoskr, o esquilo da mitologia nórdica que corre pela Árvore do Mundo levando ofensas da águia no topo até o dragão Nidhogg, na base. Um verdadeiro mensageiro do caos, que vive espalhando discórdia entre entidades divinas.
Isso explica tudo. A arma lendária se move sozinha, ataca e escolhe quem pode usá-lo, porque ele não é um objeto. Ele é um ser vivo. E mais: um ser fofoqueiro, caótico e imprevisível, exatamente o tipo de ideia que só o Eiichiro Oda teria coragem de colocar em jogo. Ao invés de copiar Thor ou o Mjolnir, Oda subverteu a expectativa e entregou algo muito mais criativo.

Por que um esquilo tem o poder do trovão?
Pode parecer aleatório, mas não é. Roedores costumam ser associados à velocidade, energia frenética e caos, características frequentemente ligadas ao elemento raio. O esquilo de ‘Sem Floresta’, o esquilo de ‘Deu a Louca na Chapeuzinho’, o Ratatoskr de ‘Smite’ e vários roedores elétricos em ‘Pokémon’ como Pikachu, Pachirisu e Zeraora seguem essa lógica. O simbolismo já existe há muito tempo.
Assim como corujas representam sabedoria, gatos e guaxinins remetem a furtividade, e leões ao sol e ao fogo, o esquilo encaixa perfeitamente no conceito de energia elétrica. Oda não escolheu isso por acaso. Ele transformou o “poder do Thor” em uma Zoan mitológica, usando um animal que faz sentido simbolicamente e ainda conecta tudo à temática nórdica de Elbaf.
Dois deuses do raio? O futuro absurdo de Loki
A grande questão agora é: como um martelo milenar de Elbaf “comeu” uma Akuma no Mi, se essa tecnologia é atribuída ao Vegapunk? A resposta mais provável é simples: Vegapunk apenas replicou tecnologias do passado. Elbaf é o povo mais antigo do mundo atual, então faz todo sentido que eles já dominassem esse conhecimento há milhares de anos.
E o cenário fica ainda mais insano quando lembramos que a principal aposta dos fãs para a Akuma no Mi lendária de Elbaf é o Nidhogg, que em ‘One Piece’ já demonstrou poderes elétricos no pesadelo das crianças. Se isso se confirmar, Loki terá acesso a duas fontes de poder de raio. Um nível divino que deixaria até Enel com inveja.
No fim das contas, ‘One Piece’ fez de novo – ele fez de novo! O que parecia um martelo lendário virou um esquilo fofoqueiro mitológico, provando mais uma vez que ninguém brinca com expectativa melhor do que Eiichiro Oda.






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