Para Baki Hanma, chegar ao topo não trouxe apenas glória, trouxe um tédio paralisante. Após concluir sua batalha lendária contra seu pai, Yujiro Hanma, o jovem campeão da Arena Clandestina se viu em um vazio existencial onde nem mesmo derrotar campeões peso-pesados de MMA parece oferecer o estímulo necessário. No entanto, o marasmo de Baki está prestes a ser cortado com a chegada da Parte 2 de BAKI-DOU: The Invincible Samurai. A nova leva de episódios, que continua a adaptação do mangá de sucesso de Keisuke Itagaki, coloca o estilo visceral de Baki contra a técnica milenar do samurai mais famoso da história: Musashi Miyamoto.

A ressurreição do maior espadachim e o desafio aos guerreiros modernos
A trama se incendeia quando cientistas conseguem clonar com sucesso Musashi Miyamoto, o lendário guerreiro do período Edo. Musashi não é apenas um nome do passado; ele traz consigo o estilo Niten Ichi-ryū, utilizando uma espada longa e uma curta simultaneamente, além de habilidades que beiram o sobrenatural, como o temido “Corte de Imitação”. Para guerreiros como Doppo Orochi, Jack Hanma e Kaoru Hanayama, a ressurreição de Musashi é a oportunidade perfeita para testar se a força bruta e as artes marciais modernas conseguem superar a letalidade de um samurai que viveu para a guerra. O confronto promete transcender o tempo, transformando a arena em um laboratório de força extrema onde cada físico exagerado é levado ao limite absoluto em batalhas de vida ou morte.

A solidão do topo e os hinos da batalha final
Enquanto Baki luta contra a vontade de bocejar em meio a treinos exaustivos, a produção da TMS Entertainment, estúdio por trás de sucessos como Sakamoto Days e Dr. Stone. garante que o público não terá a mesma reação de tédio. Sob a direção de Toshiki Hirano, a animação mantém o estilo hipertrofiado e visceral que é marca registrada da franquia. Para acompanhar a intensidade dos combates na Netflix, a trilha sonora conta com o grupo WANIMA na abertura com a música “FURUBOKO”, que explora a ideia de que o modo de vida de alguém é uma batalha constante. Já o encerramento fica por conta de Novel Core com “Mountain Top”, uma faixa que reflete sobre o custo da força e a solidão que existe quanto mais perto se chega do topo.

A Parte 2 de BAKI-DOU não é apenas sobre quem bate mais forte, mas sobre o choque de filosofias entre o passado imortalizado e o presente que busca constantemente um novo ápice. Se você achava que a luta contra Yujiro era o fim do caminho, o “Invencível Samurai” está aqui para provar que o ar fica realmente mais rarefeito no pico da montanha.



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