A trajetória de Ben Reilly, clone de Peter Parker, é sempre assunto entre os fãs do Homem-Aranha. Criado originalmente pelo vilão Chacal em Amazing Spider-Man (1962) #149, o personagem foi dado como morto antes de retornar anos depois de surgir durante a chamada Saga do Clone, arco que marcou profundamente a cronologia do Homem-Aranha.
Ao longo do tempo, Ben assumiu diferentes identidades, incluindo a de Homem-Aranha e a de Aranha Escarlate, consolidando-se como uma das figuras mais importantes além do próprio Peter Parker.
Nos últimos anos, no entanto, o personagem passou por mudanças significativas dentro das publicações. Durante sua atuação ligada à Beyond Corporation, Ben teve memórias e senso de identidade comprometidos, o que alterou drasticamente seu comportamento.
A transformação culminou na adoção do nome Chasm (ou Abismo) e em sua participação central no evento Teia Negra, quando liderou uma invasão demoníaca em Nova York. A mudança representou um ponto de virada importante na construção do clone de Peter.
Saga do Clone: onde tudo começou
A chamada Saga do Clone marcou um dos momentos mais impactantes da cronologia do Homem-Aranha nos quadrinhos da Marvel. No centro da trama estava Ben Reilly, clone de Peter Parker criado originalmente pelo vilão Chacal. Dado como morto em sua primeira aparição, o personagem retorna anos depois revelando que sobreviveu e passou um longo período longe de Nova York, adotando o nome Ben Reilly — uma combinação em homenagem a Tio Ben e ao sobrenome de solteira de Tia May.
Durante a saga, publicada principalmente nos anos 1990, a narrativa apresentou uma reviravolta que colocou em dúvida a própria identidade de Peter Parker. Testes e revelações indicavam que Peter poderia ser o clone e Ben o original, o que alterou drasticamente o status quo da série.
Nesse período, Ben assumiu oficialmente o manto de Homem-Aranha, enquanto Peter se afastou da vida heroica para se dedicar à família. Antes disso, o personagem já atuava como Aranha Escarlate.
Ao longo da história, Ben Reilly foi retratado como alguém que carregava as mesmas memórias e valores fundamentais de Peter, incluindo o senso de responsabilidade moldado por Tio Ben. A saga explorou temas como identidade, pertencimento e legado, consolidando Ben como mais do que uma cópia genética.
Embora a fase tenha sido controversa entre leitores na época de sua publicação, a Saga do Clone estabeleceu Ben Reilly como uma figura permanente dentro do universo do Homem-Aranha, influenciando diversas histórias posteriores da Marvel.
Tentativas de redenção marcaram nova fase do personagem
Após permanecer preso no Limbo por meses, Ben retornou às histórias com o objetivo de recuperar suas lembranças e reconstruir sua própria identidade. Nesse período, ele atuou ao lado de personagens como Kaine — outro clone do Homem-Aranha — e enfrentou ameaças como Druig, dos Eternos, e o Homem-Toupeira. Em determinado momento, quando Peter Parker foi enviado para longe da Terra, Ben assumiu novamente sua identidade, comprometendo-se a manter sua vida organizada até o retorno do irmão.
Embora tenha enfrentado dificuldades ao tentar ocupar o espaço de Peter, inclusive se afastando de figuras próximas como Mary Jane, o personagem demonstrou preocupação com o legado do Homem-Aranha. A reconstrução indicava uma possível estabilização após os eventos passados, sinalizando uma nova direção para sua jornada.
Reviravolta recente mantém incertezas sobre o futuro de Ben Reilly
O cenário mudou novamente quando Ben decidiu interromper sua tentativa de assumir a vida de Peter. Após o retorno do Homem-Aranha original, tensões surgiram entre os dois, revelando que o clone ainda enfrenta conflitos internos profundos. Mesmo não sendo retratado atualmente como um vilão tradicional, suas atitudes reforçam que o personagem ainda não recuperou plenamente sua identidade heroica.
Ben Reilly compartilha o mesmo DNA de Peter Parker e carrega as mesmas influências formativas de Tia May e Tio Ben, elementos que historicamente moldaram o senso de responsabilidade do Homem-Aranha. Ainda assim, a narrativa recente mantém o personagem em constante instabilidade, alternando entre momentos de reconstrução e novos retrocessos.
Com isso, a Marvel preserva uma das figuras mais complexas do universo do Homem-Aranha em um estado de transição contínua, deixando em aberto os próximos passos para o clone que já foi herói, anti-herói e antagonista dentro das HQs.





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