Muita gente ainda não reparou, mas Beyoncé mencionou um vilão da Marvel seu novo álbum de estúdio, “Act II: Cowboy Carter“.
No disco focado no country (entre outros), a cantora se aventura em outros gêneros musicais que são rotulados pela indústria, como o funk brasileiro.
A referência aconteceu na faixa mais eclética, “SpaghettII“, que é introduzida pela pioneira da música negra Linda Martell com uso do sample “Aquecimento das Danadas” (2020), do DJ O Mandrake.
Na letra, Beyoncé lança a braba logo no início com um trecho de rap: “At the snap of my fingers, I’m Thanos” (“Quando eu estalar meus dedos, sou o Thanos”).
No universo da Marvel, o vilão pode transformar pessoas e outras coisas em poeira apenas com o estalar de dedos.
Sobre Cowboy Carter, de Beyoncé
O novo álbum de Beyoncé, intitulado Cowboy Carter, marca a segunda parte de um projeto trilogia concebido durante a pandemia da COVID-19, sucedendo Renaissance (2022).
Este álbum, que demorou mais de cinco anos para ser confeccionado, destaca-se não apenas pela sua concepção durante um dos períodos mais criativos da cantora, mas também por sua abordagem única à música country, combinando elementos de diversos gêneros musicais.
A inspiração por trás de Cowboy Carter veio de experiências pessoais de Beyoncé, inclusive uma experiência desagradável nos Country Music Awards, que a levou a mergulhar na história da música country.
Dolly Parton, uma lenda do country, expressou seu desejo de que Beyoncé fizesse um cover de sua música Jolene, similarmente a como Whitney Houston reimaginou I Will Always Love You (também de Parton).
Cowboy Carter traz uma mistura de country com blues, soul, rock, rhythm and blues, zydeco, folk, bluegrass, opera, go-go, flamenco, funk carioca, fado, classic rock, rap, pop, house e Jersey club.
Este amplo espectro de gêneros musicais está encapsulado num conceito que apresenta o álbum como uma transmissão de uma estação de rádio texana fictícia, com participações de artistas consagrados e emergentes do country.
Beyoncé colaborou com uma variedade de artistas na criação de Cowboy Carter, incluindo nomes como Linda Martell, Willie Nelson, Stevie Wonder, e Nile Rodgers, além de contribuições em termos de composição e instrumentação de músicos como Rhiannon Giddens e Robert Randolph.
O álbum já alcançou marcos significativos, com o single Texas Hold ‘Em tornando-se a primeira música de uma artista negra a alcançar o número 1 na parada de Hot Country Songs da Billboard, além de manter a posição no topo da Billboard Hot 100 por duas semanas.
A faixa, junto com 16 Carriages, destaca a habilidade de Beyoncé em entrelaçar narrativas pessoais profundas com a estética sonora country.




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