Parece que o Caçador de Vampiros terá que lutar sozinho. Com os recentes relatos de que a Marvel Studios engavetou o filme solo do ‘Blade’ (estrelado por Mahershala Ali) em favor de um projeto focado nos Midnight Sons (Filhos da Meia-Noite), uma sombra pesada caiu sobre outro projeto: o jogo Marvel’s Blade, desenvolvido pela Arkane Lyon.
Originalmente, esperava-se que o filme do MCU reintroduzisse o personagem para as massas, criando um “efeito halo” de marketing que impulsionaria as vendas do jogo.
Agora, sem o apoio da máquina de Hollywood, o game da Arkane carrega a responsabilidade solitária de tornar o Blade relevante novamente.
Sem Filme, Sem Hype Automático

Blade não é o Homem-Aranha ou o Wolverine. Ele não tem desenhos animados atuais ou uma presença constante na cultura pop recente (salvo uma participação em Deadpool & Wolverine e Marvel Rivals). Para a nova geração, ele é quase um desconhecido.
A ideia era que o filme modernizasse o personagem, contextualizando-o no MCU. Sem isso, o jogo da Arkane pode ser lançado em um “vácuo cultural”, tendo que convencer os jogadores por mérito próprio, sem a ajuda do hype externo que um blockbuster de cinema geraria.
A Sombra de Redfall
A pressão não vem apenas da Marvel. A marca Arkane ainda está machucada pelo fracasso de Redfall. Embora Marvel’s Blade esteja sendo feito pela Arkane Lyon (responsável pelos aclamados Dishonored 2 e Deathloop), e não pela finada Arkane Austin, o estúdio precisa provar que ainda é mestre em experiências single-player imersivas.
O jogo se torna, assim, uma faca de dois gumes: pode ser a redenção definitiva do estúdio e a consagração do personagem, ou pode falhar e enterrar o Blade como uma “relíquia dos anos 2000”.
O Que o Jogo Precisa Ser?

Para vencer essa batalha, a Arkane precisa abraçar a identidade do Blade: violência estilizada, horror gótico e temas maduros.

O cenário de uma Paris em quarentena vampírica é perfeito para o estilo “Immersive Sim” do estúdio, misturando ação furtiva com combate brutal.

Se o filme realmente morreu, o jogo da Arkane se torna a adaptação mais importante do personagem em décadas. O sucesso é obrigatório; o fracasso não é uma opção.





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