BTS 2.0: O retorno histórico que parou Seul e dominou a Netflix no fim de semana

Cheyna Corrêa

O termo “BTS 2.0” deixou de ser uma teoria para se tornar uma realidade avassaladora. O mundo ainda tenta processar a magnitude do que aconteceu no último fim de semana. Ver os sete membros juntos novamente na histórica Praça Gwanghwamun, após quase quatro anos de hiato, não foi apenas um concerto; foi o evento cultural que definiu o ano.

Com o icônico portão do palácio Gyeongbokgung e as montanhas de Seul como moldura, o BTS realizou o primeiro show solo da história naquele local de 600 anos. A simbologia foi precisa: eles são fenômenos globais, mas sua essência permanece profundamente enraizada na alma coreana. “Ver todos os sete no palco juntos me faz tão feliz”, desabafou um Jimin visivelmente emocionado diante da multidão.

Destaques das Performances: Do Tradicional ao Jersey Club

Reprodução/Tudum Netflix

O setlist foi uma jornada cuidadosamente planejada entre a inovação do novo álbum ARIRANG e a nostalgia dos hinos que construíram o império do grupo.

Abertura com “Body to Body”

O grupo iniciou os trabalhos com a faixa de abertura do novo disco. A performance foi uma declaração de intenções, misturando o “swagger” moderno com amostras da canção folclórica tradicional “Arirang”. Foi o cartão de visitas perfeito para a nova era: “Nascidos na Coreia, tocando para o mundo”.

O Impacto de “Hooligan” e a Energia de “FYA”

Reprodução/Tudum Netflix

Jin surpreendeu a todos ao surgir com uma máscara de couro preto para “Hooligan”, em uma coreografia pesada que remeteu aos tempos clássicos do septeto, mas com um arranjo orquestral digno de cinema. Logo em seguida, a praça virou uma rave com “FYA”. Produzida por nomes como Diplo e Flume, a faixa trouxe a intensidade do Jersey club para o cenário histórico, provando que o som do BTS em 2026 é mais industrial e banger do que nunca.

O Lado Maduro em “Normal”

Um dos momentos mais comentados foi a performance de “Normal”. Com uma letra afiada sobre o custo da fama e a “dopamina química” da indústria, os membros entregaram uma interpretação crua e honesta. Como diz o verso: “Fantasia e fama… nós chamamos essa porcaria de normal”.

O Retorno dos Clássicos e o Mar de Luzes

Reprodução/Tudum Netflix

O BTS não deixou o passado para trás. O show contou com versões revigoradas de “Butter” e “Dynamite”, além de uma performance de “MIC Drop” (versão coreana) que mostrou que a sincronia do grupo continua impecável. Para o encore, a escolha de “Mikrokosmos” transformou a Praça Gwanghwamun em um oceano de luzes, uma homenagem emocionante aos ARMYs que esperaram tanto por este reencontro.

Setlist Completo: BTS THE COMEBACK LIVE | ARIRANG

  • Body to Body (Estreia do álbum ARIRANG)
  • Hooligan
  • 2.0
  • Butter
  • MIC Drop
  • Aliens
  • FYA
  • SWIM (Single principal)
  • Like Animals
  • Normal
  • Dynamite
  • Mikrokosmos (Encore/Bis)

Com a poeira de Gwanghwamun ainda baixando, os olhos do mundo agora voltam para a Netflix no dia 27 de março, quando estreia o documentário BTS: O REENCONTRO. O longa promete mostrar a intimidade do grupo durante as gravações em Los Angeles e os desafios de reconstruir o BTS para esta nova década.

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