A Lucasfilm vive um momento de transição importante. Com a saída de Kathleen Kennedy da presidência do estúdio, Dave Filoni e Lynwen Brennan assumiram como copresidentes. A mudança faz sentido, já que Filoni é considerado o protegido de George Lucas. Contudo, parte dos fãs de Star Wars teme que essa nova liderança possa afetar o tipo de conteúdo produzido pela franquia. No centro dessa discussão, está um rumor que circulou amplamente: Filoni supostamente não teria gostado de “Andor”, a aclamada série estrelada por Diego Luna.
O que Tony Gilroy disse sobre sua relação com Filoni?
Em entrevista ao The Hollywood Reporter, o showrunner Tony Gilroy finalmente se pronunciou sobre o assunto. Segundo ele, seu contato com Filoni ao longo dos anos foi bastante limitado. Os dois se encontraram pessoalmente apenas algumas vezes e trocaram meia dúzia de conversas na última década.
Nós só nos encontramos algumas vezes e tivemos apenas meia dúzia de conversas nos últimos dez anos. Não existe ‘Andor’ sem ‘The Mandalorian’. A série simplesmente não existiria. Então, nunca houve nada além de cordialidade entre nós, nunca, nunca, nunca.
Gilroy fez questão de reconhecer o papel fundamental que “The Mandalorian” teve para viabilizar “Andor”. De acordo com o criador, a série simplesmente não existiria sem o sucesso do programa estrelado por Pedro Pascal. Além disso, ele afirmou que a relação entre as equipes sempre foi amigável, sem qualquer tipo de atrito.
Filoni realmente não gosta de “Andor”?
O próprio entrevistador do The Hollywood Reporter, Brian Davids, fez um apontamento relevante ao formular a pergunta. Ele mencionou que Filoni já usou publicamente palavras muito elogiosas para descrever “Andor”. Termos como “brilhante”, “fantástico” e “ótimo” foram utilizados pelo novo copresidente da Lucasfilm em referência ao trabalho de Gilroy e sua equipe.
Para alguns fãs, essas declarações públicas podem ser suficientes para encerrar a polêmica. No entanto, outros acreditam que a verdadeira prova virá apenas quando Filoni aprovar um projeto com o mesmo nível de maturidade e ousadia que “Andor” trouxe. Afinal, a série se destacou por abraçar temas mais sombrios e adultos, algo pouco comum no universo Star Wars.
Uma nova “Andor” é possível sob a liderança de Filoni?
Mesmo que Filoni fosse um defensor apaixonado de um projeto semelhante a “Andor”, a viabilidade financeira seria um obstáculo considerável. A série teve um orçamento de produção estimado em 650 milhões de dólares para suas duas temporadas. Com a Disney sinalizando que a era do streaming em larga escala pode ter acabado, um investimento dessa magnitude dificilmente se repetiria.
Além do fator financeiro, existe a questão da aprovação corporativa. Como ficou evidente no caso do cancelamento de “The Hunt for Ben Solo”, projeto do cineasta Steven Soderbergh, a Disney possui a palavra final sobre todos os projetos de Star Wars. Mesmo quando a Lucasfilm demonstra entusiasmo, o estúdio pode vetar qualquer produção.
Contudo, é importante considerar que a preocupação dos fãs vai além do aspecto financeiro. Muitos questionam se Filoni, que aprendeu diretamente com George Lucas, estaria disposto a levar Star Wars para direções mais adultas. Lucas sempre defendeu que o público-alvo da saga era composto por crianças. Naturalmente, a franquia continuará sendo voltada para a família sob a nova liderança.
O futuro pode surpreender os fãs
Ainda assim, não existe nenhuma regra que determine que todos os projetos precisam mirar um público mais jovem. A Lucasfilm tem diversos filmes em desenvolvimento, incluindo “Dawn of the Jedi”, o épico bíblico dirigido por James Mangold. Esse longa pode representar uma oportunidade de capturar o mesmo espírito de “Andor”: contar uma história de Star Wars que seja tematicamente mais complexa e visualmente diferenciada.
A franquia precisa continuar evoluindo para se manter relevante nos próximos anos. Filoni, que construiu sua carreira valorizando a colaboração criativa, provavelmente entende isso. A expectativa é de que ele esteja aberto a ouvir propostas de cineastas que queiram explorar novos caminhos para a galáxia muito, muito distante.
Em resumo, embora o formato de “Andor” talvez não se repita, o legado da série pode influenciar o tom de futuras produções. O desafio para Filoni será encontrar o equilíbrio entre respeitar a tradição de Lucas e permitir que Star Wars se reinvente para novas gerações.






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