Capitão Pátria, Annabelle e Mortal Kombat dão as caras na nova saga da DC

Vinicius Miranda

O universo dos quadrinhos é movido por encontros improváveis, mas nem todo crossover atinge o status de lendário. A recém-lançada edição especial DC K.O.: Boss Battle #1 prometia o embate do século: o símbolo máximo do heroísmo, Superman, contra a personificação da depravação superpoderosa, Homelander (Capitão Pátria), de The Boys. No entanto, o que deveria ser um evento épico acabou se tornando uma das maiores decepções de 2026 para os leitores da DC.

A premissa faz parte da saga DC K.O., escrita por nomes de peso como Joshua Williamson e Scott Snyder. A história acompanha um torneio massivo onde heróis e vilões lutam pelo título de “Rei Ômega” para impedir o retorno de Darkseid. Em Boss Battle, rupturas multiversais enviaram ícones da DC para realidades alternativas, gerando encontros bizarros com personagens de franquias como Mortal Kombat, Vampirella e até a boneca Annabelle, de Invocação do Mal.

O embate vazio entre Superman e Homelander

Superman vs. Homelander – Divulgação / DC Comics

Apesar da expectativa em torno de Superman vs. Homelander, a luta ocupa apenas sete páginas da edição, sendo que quatro delas consistem em painéis isolados. Em vez de uma exploração temática sobre o uso do poder para o bem contra a amoralidade política de Vought, o confronto resume-se a trocas de socos genéricas e duelos de visão de calor.

O roteirista Jeremy Adams, conhecido por sua consistência, parece ter enfrentado dificuldades para equilibrar 16 personagens em apenas 31 páginas. O resultado é uma narrativa fragmentada que deixa a maior parte da ação fora das páginas, frustrando quem esperava uma conclusão clara ou um debate ideológico profundo entre o otimismo do Homem de Aço e o niilismo do líder dos Sete.

Outros crossovers de DC K.O.: Boss Battle

Coringa e Annabelle – Divulgação / DC Comics

Embora o confronto principal tenha falhado, a edição entrega momentos curiosos que divertem pela estranheza. O Coringa protagoniza uma cena bizarra ao tomar chá com a boneca Annabelle, admitindo sentir uma energia estranha enquanto a encara. Já o Homem-Borracha e o Raio Negro enfrentam Scorpion e Sub-Zero em uma arena que remete diretamente aos jogos da NetherRealm.

A arte, dividida entre uma equipe talentosa de ilustradores como Ronan Cliquet e Carmine Di Giandomenico, consegue criar visuais distintos para cada realidade, mas não tem espaço para desenvolver sequências de luta coreografadas. No fim, DC K.O.: Boss Battle #1 funciona mais como uma galeria de “e se?” do que como uma história coesa, deixando os fãs ainda debatendo no Reddit quem realmente venceria o duelo entre os dois maiores supers da ficção.

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