DC Studios cancela “Paraíso Perdido” e foca em reboot da Mulher-Maravilha

William Prado

DC Studios acaba de perder mais um projeto do seu ambicioso plano inicial. Segundo informações do jornalista John Rocha, a série “Paraíso Perdido”, que exploraria o passado de Themyscira muito antes do nascimento de Diana Prince, foi oficialmente cancelada.

O projeto era um dos anúncios do chamado “Capítulo 1: Deuses e Monstros”, revelado por James Gunn e Peter Safran no início de 2023, mas nunca conseguiu sair do papel.

O que aconteceu com “Paraíso Perdido”?

A proposta de “Paraíso Perdido” chamou atenção desde o anúncio inicial. A série de TV teria como cenário a ilha das Amazonas e prometia um tom inspirado em “Game of Thrones” (Guerra dos Tronos), abordando as intrigas políticas e conflitos de Themyscira em um período anterior à existência da Mulher-Maravilha.

Contudo, o projeto nunca gerou grande entusiasmo entre os fãs, que questionavam a ideia de uma produção sobre a terra natal de Diana sem a presença da heroína.

De acordo com Rocha, o estúdio chegou a se reunir com roteiristas e receber propostas para a série. Porém, todos os envolvidos foram informados de que o projeto está encerrado.

Fontes estão me dizendo que a DC estava se reunindo com roteiristas para “Paraíso Perdido”, recebendo propostas, mas eles foram informados de que o projeto está morto. Não morto no sentido de que vão esperar por um roteiro. Estão dizendo a esses roteiristas que o projeto não é mais um desenvolvimento ativo. Morto.

A declaração não deixa margem para interpretação. Diferente de outros projetos que ficam em um limbo criativo, “Paraíso Perdido” foi descartada por completo.

O foco agora é o filme da Mulher-Maravilha

Mulher-Maravilha
Créditos da Imagem: Mulher-Maravilha por Romulo Fajardo Jr e Nicola Scott

Com o cancelamento da série, a DC Studios redirecionou seus esforços para o que realmente importa: trazer Diana Prince de volta aos cinemas.

A roteirista Ana Nogueira foi escalada para escrever o reboot da Mulher-Maravilha, marcando seu terceiro projeto para o novo universo cinematográfico da DC.

Nogueira já é uma peça fundamental na engrenagem do DCU. Ela escreveu o roteiro de “Supergirl” (Supergirl: A Mulher do Amanhã), filme com Milly Alcock previsto para junho de 2026, e também é responsável pelo roteiro de “Teen Titans”, ainda em desenvolvimento. O fato de Gunn e Safran confiarem tantos projetos a uma mesma profissional indica satisfação com seu trabalho.

Vale lembrar que, quando o slate do DCU foi apresentado em 2023, Superman e Batman ganharam promessas de reboots para o cinema, mas a Mulher-Maravilha ficou de fora.

Muitos fãs consideraram isso uma falha grave, já que Diana é parte da Trindade da DC ao lado do Homem de Aço e do Cavaleiro das Trevas. Agora, com o filme em andamento, essa lacuna finalmente começa a ser corrigida.

O que esperar do novo filme da Mulher-Maravilha

Ainda não há muitos detalhes sobre a trama do reboot da Mulher-Maravilha. Sabe-se que será uma abordagem completamente diferente dos dois filmes estrelados por Gal Gadot na era do antigo universo da DC. Na mesma linha do que fez com “Superman”, Gunn optou por não recontar a história de origem da heroína, focando em uma narrativa nova e independente.

A escalação de uma atriz para o papel de Diana Prince ainda não foi definida. Nomes como Adria ArjonaMonica Barbaro e Melissa Barrera já foram cogitados por fãs e pela imprensa. O próprio Gunn chegou a elogiar Arjona publicamente, o que alimentou especulações. A estrela de “Vikings: Valhalla”Frida Gustavsson, também manifestou interesse no papel.

Da mesma forma, ainda não há diretor confirmado para o projeto. Gunn deixou claro que nenhum filme avança sem um roteiro finalizado e aprovado, seguindo uma filosofia que prioriza a construção narrativa antes de qualquer anúncio de elenco ou data de estreia.

Por Jim Cheung e Jeph Loeb

O cancelamento de “Paraíso Perdido” e a priorização do filme solo da Mulher-Maravilha enviam uma mensagem importante. A DC Studios reconhece que Diana Prince merece um tratamento de protagonista, e não apenas uma participação indireta em uma série derivada.

Para uma personagem que é símbolo de empoderamento desde 1941, quando foi criada por William Moulton Marston, essa decisão faz todo o sentido.

Além disso, com “Superman” já lançado e “Supergirl” a caminho, o novo filme da Mulher-Maravilha pode ser a peça que faltava para a DC Studios consolidar sua nova fase. Se tudo der certo, Diana Prince estará de volta aos cinemas com uma história à altura de sua importância nos quadrinhos e na cultura pop.

Enquanto isso, os fãs seguem atentos às próximas movimentações de Gunn e Safran, que terão o desafio de transformar promessas em realidade em um cenário cada vez mais competitivo no mercado de filmes de super-heróis.

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