O DCU liderado criativamente por James Gunn, iniciou sua nova fase nos cinemas com resultados expressivos. O filme Superman (2025) arrecadou US$ 616 milhões mundialmente, com um orçamento estimado em US$ 225 milhões, além de receber avaliações majoritariamente positivas. Apesar do bom começo, a estratégia de lançamentos futuros já levanta questionamentos sobre o equilíbrio entre os principais heróis da DC.
Atualmente, apenas três filmes do DCU têm datas confirmadas. Supergirl e Cara-de-Barro chegam aos cinemas em 2026, enquanto Superman: Homem do Amanhã, um longa de equipe envolvendo o Homem de Aço, está previsto para 2027. Com isso, a maior parte dos projetos gira em torno do herói ou de personagens diretamente ligados a ele.
Esse cenário chama atenção porque um dos pilares centrais da DC ainda não teve sua estreia nesse novo universo cinematográfico.
Mulher-Maravilha segue ausente do novo universo
Durante uma conferência de resultados em 2025, o CEO da Warner Bros., David Zaslav, afirmou que Superman, Supergirl, Batman e Mulher-Maravilha seriam os quatro eixos principais do DCU. Posteriormente, James Gunn reforçou a importância do grupo ao dizer que esses heróis são “extremamente importantes” para a construção do universo compartilhado.
Mesmo assim, Batman e Mulher-Maravilha ainda não tiveram participações relevantes, com exceção de uma breve aparição do Cavaleiro das Trevas na série Creature Commandos. Há projetos anunciados, como The Brave and the Bold, um filme solo da Mulher-Maravilha e a série Paraíso Perdido, mas nenhum deles tem previsão oficial de início de produção.
Estratégia cautelosa impacta o cronograma
James Gunn já explicou que prefere não avançar com produções sem roteiros finalizados e aprovados, o que tende a elevar a qualidade dos projetos, mas também deixa o cronograma do DCU menos previsível. O próprio diretor revelou que Supergirl não estava nos planos iniciais como segundo filme do universo.
Enquanto isso, Batman continua presente em produções fora do DCU, como The Batman de Matt Reeves, o que reduz o impacto de sua ausência no universo principal. O mesmo não ocorre com a Mulher-Maravilha, personagem que representa um elemento pouco explorado até agora.
Magia e mitologia ainda são raras no DCU
Até o momento, o DCU tem priorizado histórias com base científica, enquanto a magia aparece de forma pontual, com personagens como Circe em Creature Commandos e Red St. Wild em Pacificador. A Mulher-Maravilha, cuja origem está ligada à mitologia grega e ao sobrenatural, poderia ampliar esse espectro narrativo.
A introdução gradual desse elemento é vista como estratégica para que o aspecto místico não soe deslocado em produções futuras. No Universo Marvel, por exemplo, Thor foi apresentado ainda na fase inicial justamente para equilibrar ciência e fantasia.
Possíveis conexões futuras
Embora um filme solo não deva ser apressado, referências à Mulher-Maravilha podem surgir em outros projetos. Nos quadrinhos, Supergirl já viveu em Themyscira e treinou com a heroína, o que abre espaço para menções em seu filme solo. Já um eventual retorno de Circe em uma nova temporada de Creature Commandos poderia abordar sua rivalidade com a amazona.
A proposta do DCU é que cada um dos quatro pilares represente um núcleo diferente: Supergirl no espaço, Superman em ameaças globais, Batman em histórias urbanas e a Mulher-Maravilha no campo da magia. Para que essa estrutura se consolide, a chegada da heroína aos cinemas se torna um ponto-chave no desenvolvimento do universo compartilhado.




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