A série Demolidor: Renascido, disponível no Disney+, segue expandindo sua narrativa dentro do Universo Cinematográfico da Marvel, mas sem aderir totalmente à tendência recente do multiverso. A informação foi confirmada pelo showrunner Dario Scardapane, que detalhou a abordagem criativa para o futuro da produção.
Com a segunda temporada já em andamento e uma terceira em desenvolvimento, a série acompanha o embate entre Matt Murdock e Wilson Fisk, em uma disputa crescente pelo controle de Nova York.
Showrunner descarta versão multiversal do herói
Durante entrevista ao CBR, Scardapane foi direto ao abordar a possibilidade de explorar versões alternativas do personagem em diferentes realidades. Ao ser questionado sobre um possível “Demolidor multiversal”, ele afirmou:
“Eu não considerei isso.”
Em seguida, explicou sua visão criativa para o personagem:
“Não, quer dizer, eu gosto de respeitar isso diretamente. Tenho muito interesse — como escritor — em mistérios, ficção pulp, noir, histórias de detetive, histórias de crime — e o Demolidor é… um daqueles grandes pontos de interseção entre o que me sinto muito confortável em escrever e o que esse personagem representa como um personagem noir, na minha opinião.”
A fala reforça que a intenção é manter o foco em histórias de crime, investigação e narrativa noir, características marcantes do herói.
Narrativa seguirá centrada em Nova York
Outro ponto destacado pelo showrunner é a importância do cenário urbano para a identidade dos personagens. Segundo ele, o objetivo é preservar o vínculo com a cidade:
“Eu não necessariamente quero colocá-los em outro planeta. Eu sempre quero eles em Nova York. Quero que estejam na cidade onde cresceram.”
A declaração indica que, mesmo com o MCU explorando múltiplas realidades, Demolidor: Renascido deve continuar com uma abordagem mais realista e localizada, mantendo o herói como uma figura próxima do cotidiano.
Elenco diverge sobre uso do multiverso
Enquanto a direção criativa evita esse caminho, parte do elenco demonstra opiniões diferentes. O ator Vincent D’Onofrio, intérprete de Fisk, revelou interesse em explorar versões alternativas do personagem:
“Adoraria isso, seria muito divertido.”
Já Charlie Cox, que vive o Demolidor, adotou uma posição mais cautelosa. Ele destacou que o conceito pode funcionar, mas com riscos:
“Se for feito da maneira certa, pode ser muito empolgante e interessante”, disse o ator.
No entanto, ele alertou:
“Eu só… não gostaria que perdêssemos o peso dramático que a nossa série tem. E parte do motivo de ela funcionar é porque esses personagens funcionam melhor quando estão ancorados na realidade. Assim que você introduz ideias como, sei lá, onipotência, ou ser incapaz de morrer, ou coisas de multiverso, você pode começar a perder um pouco desse peso.”
Possível história no passado entra em pauta
Apesar de descartar o multiverso, Scardapane indicou abertura para explorar novas abordagens narrativas, incluindo histórias ambientadas no passado. Segundo ele:
“Como esses personagens estão ligados para sempre, seria interessante vê-los em diferentes tipos de… quero dizer, eu consideraria uma versão de Murdock e Fisk ambientada, por exemplo, no Lower East Side, no fim dos anos 60, início dos anos 70.”
E completou:
“Ele seria um investigador em ascensão, e o Rei do Crime estaria apenas começando a comandar uma equipe. Isso seria divertido.”
A proposta sugere um possível foco nas origens da rivalidade entre herói e vilão, explorando fases iniciais de suas trajetórias.
Série segue conectada ao MCU, mas com identidade própria
Mesmo integrada ao MCU, que se encaminha para eventos como Vingadores: Doutor Destino, a produção deve manter uma identidade própria, priorizando histórias mais intimistas.
Atualmente, as duas primeiras temporadas de Demolidor: Renascido seguem disponíveis em streaming, enquanto novos episódios continuam expandindo o conflito central em Nova York.





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