‘Destruição Final 2’: Sequência com Gerard Butler é massacrada e chamada de “pior filme do ano”

William Prado

Quando ‘Destruição Final: O Último Refúgio’ foi lançado no final de 2020, ele se tornou um sucesso surpresa. O filme capturou a ansiedade global da pandemia (mesmo sendo sobre um cometa) e entregou um thriller de catástrofe sólido. 

Naturalmente, uma sequência foi encomendada. O problema? Parece que ‘Destruição Final 2’ esqueceu completamente o que fez o original funcionar.

As primeiras críticas começaram a sair e o veredito é brutal: o filme já está sendo cotado como um forte candidato a “pior filme do ano”

Se você esperava mais ação frenética e tensão de sobrevivência, prepare-se para um banho de água fria.

Do Caos ao Tédio 

A trama retoma a história da família Garrity — vividos novamente por Gerard Butler, Morena Baccarin e Roman Griffin Davis. Após o cometa atingir a Terra e destruir grande parte da civilização, eles saem do bunker. 

O objetivo agora é uma nova jornada, desta vez em direção à Europa, em busca de um suposto oásis seguro chamado “A Cratera”.

O que segue, segundo a crítica especializada, não é uma aventura eletrizante, mas sim uma “peregrinação arrastada”. 

O filme troca a urgência do fim do mundo por uma sucessão de cenários deprimentes: um barco que atravessa o oceano, as ruínas de uma Londres inundada e até o Canal da Mancha seco, lembrando as paisagens áridas de ‘Duna’.

Onde o Filme Erra? 

A principal reclamação é que ‘Destruição Final 2’ tenta ser “sério demais” e esquece de entreter. O diretor Ric Roman Waugh parece ter buscado criar uma metáfora pesada sobre a crise global de refugiados e migração (daí o título original: ‘Greenland 2: Migration’), transformando a obra em um drama social pós-apocalíptico sem alma.

Até mesmo Gerard Butler, conhecido por seu carisma em filmes de ação (seja salvando presidentes ou pilotando aviões), é descrito como “apagado e melancólico”.

O filme oferece pouquíssimos momentos de adrenalina real — destacando-se apenas uma chuva de fragmentos de cometa e uma travessia tensa em uma ponte de corda —, mas o resto do tempo é preenchido por diálogos monótonos e caminhadas intermináveis.

Veredito Antecipado 

Para os fãs do gênero “filme de desastre”, ‘Destruição Final 2’ soa como uma decepção. Ao tentar elevar o material para algo “cult” e reflexivo, a produção acabou criando uma experiência descrita como um “tédio distópico”.

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