Detalhe impressionante mostra como o anime de ‘Jujutsu Kaisen’ está em outro nível

Luiz Gustavo Gonçalves

Desde o começo, ‘Jujutsu Kaisen’ deixou claro que não era só mais um shonen bonito. A primeira temporada já entregava momentos icônicos de animação, como o Vazio Roxo do Gojo e sua surra no Sukuna logo no episódio inicial e as lutas insanas contra o Mahito. Tudo isso já colocava a obra em outro patamar visual e narrativo. Dessa vez ‘Jujutsu Kaisen’ traz um detalhe insano com um dos antagonistas mais cruéis da temporada.

Com o passar do tempo e a consolidação do estúdio MAPPA à frente do projeto, o anime não só manteve esse nível como elevou ainda mais o padrão, apostando menos em texturas exageradas e mais em fluidez, velocidade e impacto. Mesmo com polêmicas envolvendo o estúdio, é impossível negar que o anime se tornou uma referência técnica dentro da indústria.

Naoya Zen’in e o detalhe insano

Na terceira temporada e no filme ‘Jujutsu Kaisen: Execução’, a luta entre Choso e Naoya Zen’in chamou atenção não só pela coreografia, mas por um detalhe técnico simplesmente insano. A técnica de projeção do Naoya permite que ele se mova como se fosse a 24 quadros por segundo, permitindo enorme velocidade dentro deste universo.

O que deixou os fãs em choque foi perceber que, no episódio 2 da terceira temporada, a animação realmente respeita exatamente esses 24 quadros por segundo quando o Naoya ataca o Choso. Não é força de expressão nem coincidência: o estúdio literalmente animou a cena dentro da mesma limitação que a técnica impõe ao personagem, criando um easter egg quase imperceptível, mas genial.

Quando a técnica vira linguagem de animação

Esse detalhe já seria impressionante por si só, mas ‘Jujutsu Kaisen’ foi além. A técnica de projeção do Naoya é representada visualmente com o chamado onion skinning, uma técnica moderna de animação que mostra múltiplas posições do movimento de forma fluida, quase como se o personagem estivesse se multiplicando no espaço.

Já o Naobito Zen’in, que usa a mesma técnica e representa a geração antiga do clã, teve sua habilidade animada com overlapping sketches, um método mais antigo, baseado em rascunhos sobrepostos. Essa escolha não é estética aleatória: ela reforça visualmente o choque entre gerações, tradição e modernidade, tudo sem uma única linha de diálogo explicativo.

Naoya e Naobito com suas técnicas
Reprodução – TOHO Animation/JUJUTSU KAISEN

Muito além de ação bonita e referências óbvias

Esse cuidado mostra que ‘Jujutsu Kaisen’ não se contenta em ser apenas visualmente impactante. A obra pensa cada cena como parte da narrativa, usando a própria linguagem da animação para aprofundar personagens, temas e conflitos. Não são referências jogadas ao vento: é construção de significado quadro a quadro.

Esse nível de atenção transforma o anime em algo realmente diferenciado. Cada detalhe técnico serve à história, à simbologia e ao universo criado por Gege Akutami. É por isso que ‘Jujutsu Kaisen’ não é apenas mais um sucesso do momento, mas um marco criativo, que prova que animação bem pensada pode contar histórias de um jeito que nenhum outro meio consegue.

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