Detalhes Ocultos da Luta da Maki em ‘Jujutsu Kaisen’ Explicam a Espada de Osso de Dragão

Luiz Gustavo Gonçalves

Beleza — segura essa porque esse episódio de ‘Jujutsu Kaisen’ passou voando, mas deixou um monte de detalhes ocultos da luta da Maki pelo caminho que mudam nossa percepção do que acontece. E não, nada ali foi “rápido demais” por uma boa razão. Na verdade, apesar do episódio incrível, o anime cortou algumas informação importantes que no mangá deixa tudo muito mais insano.

A obra-prima esquecida que muda a luta

A luta da Maki contra o próprio pai foi tão rápida que muita gente nem se perguntou o que era arma completamente nova dela: a Espada Osso de Dragão. Sim, aquela espada estilosa que parece um item lendário dropado direto de Dark Souls. O anime até coloca a legenda dizendo que ela é uma obra-prima de Juzo Kumiya, mas não explica absolutamente nada além disso. E aí mora o problema.

Essa espada não é só bonita. Ela é extremamente rara e carrega implicações gigantes pro mundo de ‘Jujutsu Kaisen’. O simples fato de ser feita de osso de dragão já sugere que um dragão real existiu, porque se fosse uma maldição, o material teria simplesmente desaparecido após a morte. Isso reforça o quão especial essa arma é.

Espada Osso de Dragão
Reprodução – Manga Plus/JUJUTSU KAISEN

Quem é Juzo Kumiya e por que ele importa tanto

Não precisa estar com falta de ômega 3 para esquecer – já faz muito tempo. Juzo Kumiya aparece rapidamente no começo da obra, lá no arco do Exame, trabalhando diretamente para o Kenjaku… até o Gojo resolver o assunto do jeito Gojo de ser. O anime cortou completamente a imagem de referência, então muita gente nem ligou os pontos.

Mas o Juzo não é qualquer ferreiro. Ele é um artesão psicopata assassino, que mutila corpos humanos para transformar ossos em arte: móveis, armas, esculturas. Tudo. Por isso ele odeia maldições, já que elas desaparecem depois de morrer e não servem pro trabalho dele. A arte dele só existe porque o material permanece. E é exatamente por isso que a Maki pede o endereço da oficina dele a Tengen antes de ir pro clã Zen’in. Nada ali foi improvisado.

Juzo Kumiya com semblante assustador
Reprodução – MAPPAJUJUTSU KAISEN

O verdadeiro poder da espada Osso de Dragão

Aqui o anime simplesmente pulou uma das explicações mais legais da luta. A espada da Maki não é só afiada. Ela acumula energia amaldiçoada e energia cinética e depois ejeta tudo pela parte traseira, como se fosse um motor de foguete.

O plano da Maki foi genial. Ela parte pra cima fingindo que vai dar apenas um corte tradicional, no estilo samurai, e no meio do movimento ativa a propulsão da espada. Isso muda completamente a trajetória do golpe, quebra a espada do Ogi e cria aquele efeito estranho de câmera, quase como se tivesse uma GoPro presa na lâmina. Aquilo é pra mostrar a mudança brusca de direção causada pelo impulso.

Maki atacando o pai com a espada
Reprodução – TOHO Animation/JUJUTSU KAISEN

Como a Maki ativou a espada sem energia amaldiçoada

Esse detalhe é impressionante e passou batido por muita gente. A Maki não usa energia amaldiçoada. Então como a espada ativou? Simples: tudo indica que ela absorveu energia amaldiçoada do próprio pai no momento em que defendeu o primeiro golpe.

É por isso que, naquela cena quase estilo Kill Bill, a espada sai voando sozinha como um helicóptero. O Ogi só consegue lidar com isso porque a técnica dele gera contra-ataques automáticos, além do truque envolvendo o tamanho da espada. Aquilo ali foi uma leitura de combate pura.

Maki quebrando a espada do pai
Reprodução – TOHO Animation/JUJUTSU KAISEN

O erro do Naoya que ele jurou não repetir

Quando o Naoya diz que não vai cometer o mesmo erro de novo, o anime corta completamente o flashback que explicaria isso. Mas a referência é clara no mangá: a luta contra o Choso. Naquela batalha, o Naoya achou que estava em vantagem, parou de usar a técnica de projeção, relaxou… e tomou a onda de sangue que virou a luta.

O ponto central da técnica de projeção é nunca parar. Quanto mais ela é usada, mais a velocidade aumenta. O erro do Naoya foi interromper esse fluxo. Contra a Maki, ele deixa claro que não pretendia repetir isso. Ou seja: ele entra disposto a não dar espaço nenhum, porque agora ele sabe que um segundo de descuido é o suficiente pra morrer.

No fim das contas, esse episódio de ‘Jujutsu Kaisen’ não foi só estiloso. Ele foi cheio de camadas escondidas, cortes questionáveis e decisões que podem mudar a leitura da história. A Maki não venceu só na força. Ela venceu na preparação, na leitura e no detalhe. E isso, meus amigos… é quando a obra fica realmente perigosa.

Naoya relembrando do ataque do Choso
Reprodução – Manga Plus/JUJUTSU KAISEN
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