Dia 29 de agosto é o Dia do Gamer. E os gamers não seriam nada sem seus jogos. O gamer não seria um gamer sem… os games! Sendo assim, quais são os jogos mais importantes de todos os tempos? Separamos alguns deles para você conhecer aqui.
Doom

Lançado em 1993 pela id Software, Doom colocou uma arma na parte inferior da tela, jogou hordas de demônios contra o jogador e mudou a indústria para sempre.
Seu impacto vai muito além da jogabilidade frenética. Doom estabeleceu as bases do shooter em primeira pessoa. Ele também popularizou o deathmatch multiplayer e deu origem a comunidades inteiras de modding e speedrunning.
Mais de 30 anos depois, ainda sentimos sua influência em praticamente todo FPS moderno.
Shenmue
Em 1999, Yu Suzuki surpreendeu ao entregar um projeto ousado: Shenmue, um jogo que recriava de forma quase cinematográfica a cidade de Yokosuka.
O destaque não estava apenas na busca de Ryo Hazuki pela morte de seu pai, mas em um ambiente cheio de rotinas, detalhes e NPCs com vidas próprias. Foi o embrião do que hoje chamamos de “mundos vivos”, presente em séries como Grand Theft Auto, Assassin’s Creed e até na popular Yakuza/Like a Dragon.
Mesmo não sendo um sucesso comercial imediato, Shenmue deixou uma marca indelével. Para muitos fãs, sua proposta única nunca foi totalmente replicada:
“Eu joguei Shenmue quando lançou, e até hoje não encontrei outro jogo igual. Ele ocupa um lugar especial no meu coração”, lembra a jogadora Jessie Strife.
Half-Life

Quando chegou em 1998, Half-Life não era só mais um jogo de tiro. A Valve quis provar que shooters poderiam ir além de “galerias de tiro” e apostou em história, personagens e construção de mundo.
O resultado foi um game que surpreendeu não só pela física e gráficos, mas também pela forma como contou sua história sem recorrer a cortes de cena. O início no laboratório Black Mesa, onde tudo dá errado em poucos minutos, segue como um dos momentos mais marcantes da história dos games.
Como destacou a apresentadora Jane Douglas, Half-Life é lembrado por suas conquistas em visuais, narrativa e imersão, abrindo o caminho para a forma como jogamos e experimentamos shooters até hoje.
The Legend of Zelda: Ocarina of Time
Em 1998, a Nintendo não se contentou em apenas criar um clássico com Super Mario 64. Dois anos depois, entregou The Legend of Zelda: Ocarina of Time, um título que definiu o padrão para jogos de ação e aventura em 3D.
Inovações que hoje parecem naturais nasceram aqui. Entre elas, as ações contextuais que mudavam conforme a situação. Tem também o revolucionário sistema de mira Z-Targeting, inspiração direta para jogos modernos, incluindo a série Souls da FromSoftware. E claro, uma narrativa sombria e melancólica que contrastava com a magia da exploração.
Com uma trilha sonora inesquecível e design de mundo impecável, Ocarina of Time segue no topo de listas de “melhores jogos de todos os tempos”, e com razão.
GTA III

Em 2001, apenas quatro anos após o primeiro título da série, a Rockstar mudou tudo ao lançar GTA III.
O jogo levou a franquia de uma visão top-down para uma experiência em terceira pessoa 3D, criando o molde dos mundos abertos modernos. Como disse o comediante Phil Wang, é o verdadeiro “avô do jogo de ação em mundo aberto”.
De Assassin’s Creed a Ghost of Tsushima, é impossível não enxergar a influência direta de GTA III — um legado que ainda pulsa em cada esquina do gênero.
Minecraft
Lançado oficialmente em 2011 pela Mojang Studios, Minecraft não só se tornou o jogo mais vendido da história, como também redefiniu o conceito de liberdade criativa nos videogames.
Dois modos se destacam:
- Survival: explorar, coletar recursos e sobreviver em um mundo infinito;
- Creative: um verdadeiro sandbox sem limites, comparado a um Lego digital onde apenas a imaginação do jogador importa.
Mais que diversão, Minecraft é colaborativo, educativo e intergeracional. Continua recebendo novos jogadores todos os anos e mantém uma comunidade ativa que prova que sua essência nunca envelhece.
The Elder Scrolls V: Skyrim

Lançado em 2011, no mesmo ano em que Game of Thrones estourava, The Elder Scrolls V: Skyrim levou o RPG de fantasia para o grande público.
Com dragões, escolhas morais e um vasto mundo aberto, Skyrim rapidamente se tornou referência máxima em aventura medieval. Quatorze anos depois, já foi portado para praticamente todos os consoles possíveis — e continua vivo graças à sua comunidade ativa e à liberdade de exploração que oferece.
Quase todo RPG lançado após 2011 deve algo a Skyrim, um jogo que consolidou de vez o gênero na cultura pop.
Tetris
Lançado em 1984 por Alexey Pajitnov, Tetris é um caso raro: simples de entender, impossível de largar e desafiador até os níveis mais altos.
Sua jogabilidade universal o transformou em obra-prima do design e fenômeno cultural. Quem nunca ficou com a melodia clássica — um dos maiores earworms da história dos games — presa na cabeça?
Até hoje, Tetris é jogado de forma casual e também em torneios de alto nível, provando que bons jogos não envelhecem.
Pong
Antes de mundos abertos e gráficos realistas, tudo começou com duas barras e uma bolinha. Lançado em 1972 pela Atari, Pong popularizou os videogames e consolidou a indústria nascente.
Criado por Allan Alcorn a pedido de Nolan Bushnell, o game de “tênis eletrônico” derrubou o domínio dos fliperamas de pinball e mostrou que a diversão interativa tinha potencial. Como resumiu o jogador Harvey Auzorst: “Foi o jogo que começou tudo.”
Sem Pong, talvez a história dos games fosse completamente diferente.
Super Mario Bros

Em 1985, a indústria americana de consoles ainda se recuperava do crash de 1983, e foi aí que Nintendo mudou o jogo com Super Mario Bros.
Com fases icônicas como o lendário World 1-1, o game trouxe design inteligente, personagens carismáticos e um herói improvável: um encanador bigodudo.
Mario não apenas resgatou a princesa — resgatou também toda uma indústria. Como resumiu a atriz Samantha Béart: “Todo mundo conhece o Mario.”




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