Diretor de Rust oferece US$ 25 milhões pra Amazon não fechar New World

Vinicius Miranda

O encerramento definitivo de New World: Aeternum já tem data marcada, mas uma proposta inesperada chamou atenção da comunidade. Após a confirmação de que o MMORPG da Amazon Games será desligado permanentemente em 2027, Alistair McFarlane, diretor de ‘Rust’ e COO da Facepunch Studios, afirmou nas redes sociais que estaria disposto a pagar US$ 25 milhões para manter o jogo ativo.

Lançado em setembro de 2021, ‘New World: Aeternum’ teve um início expressivo, alcançando números elevados de jogadores simultâneos. Com o passar do tempo, no entanto, a base ativa diminuiu, e o jogo acabou perdendo espaço no cenário competitivo dos MMORPGs. A redução no engajamento levou a Amazon a encerrar o desenvolvimento do título e, posteriormente, anunciar seu desligamento definitivo.

A informação de que ‘New World: Aeternum’ ficará offline para sempre foi confirmada em 15 de janeiro, com previsão de encerramento total dos servidores em 2027. Antes disso, em outubro de 2025, a Amazon Games já havia promovido demissões e encerrado qualquer novo conteúdo ou atualização relacionada ao jogo.

Diante desse cenário, Alistair McFarlane se manifestou publicamente nas redes sociais com uma mensagem direta endereçada à publicadora. Em sua postagem, ele escreveu: “25m, oferta final Amazon Games”. Logo depois, reforçou sua posição com a frase “Jogos nunca deveriam morrer”.

A declaração surgiu após um comentário de um funcionário da Facepunch Studios, que brincou dizendo ter pedido para “Ali” comprar ‘New World: Aeternum’. Segundo o próprio comentário, McFarlane teria respondido de forma negativa, o que levantou dúvidas entre usuários sobre a seriedade da oferta. Ainda assim, a publicação rapidamente ganhou repercussão e reacendeu o debate sobre preservação de jogos online.

Com o avanço da discussão, McFarlane explicou qual seria sua visão para o futuro do título caso a aquisição acontecesse. De acordo com ele, a solução estaria em dar mais autonomia à comunidade. O executivo afirmou que o ideal seria permitir servidores públicos e maior controle por parte dos jogadores, destacando que “um jogo pode viver para sempre nas mãos de uma comunidade dedicada”.

New World: Aeternum – Divulgação / Amazon Games

O possível fim de ‘New World: Aeternum’ se soma a outros casos recentes que geraram forte reação no mercado de games. Um dos exemplos mais citados é ‘The Crew’, da Ubisoft, que também teve seus servidores desligados, resultando em ações judiciais movidas por jogadores insatisfeitos com a perda de acesso ao conteúdo adquirido.

Nos últimos anos, o modelo de jogos exclusivamente online passou a ser amplamente questionado. Parte da comunidade defende que títulos pagos não deveriam se tornar inacessíveis após o encerramento do suporte oficial, enquanto empresas argumentam sobre custos de manutenção e infraestrutura.

Apesar da repercussão, não há qualquer confirmação de que a Facepunch Studios realmente negocie a aquisição de ‘New World: Aeternum’. Até o momento, a Amazon Games não se pronunciou sobre a oferta mencionada por McFarlane. Assim, o futuro do MMORPG segue indefinido, com o desligamento previsto mantido oficialmente para 2027.

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