Dragon Ball Super Vai Voltar! Remake do Beerus Pode Reiniciar o Anime? 

Luiz Gustavo Gonçalves

A notícia do retorno de Dragon Ball Super já seria suficiente para deixar qualquer fã em estado de euforia. Mas o detalhe que realmente bagunçou a cabeça da galera foi outro: o retorno não começa com uma saga inédita, e sim com um remake do arco do Bills. E aí a pergunta veio forte: isso é só um projeto pontual ou o início de algo muito maior?

Depois de anos de hiato do anime, pausa no mangá e mudanças profundas na franquia após o falecimento de Akira Toriyama, o universo de ‘Dragon Ball’ parecia meio sem direção definida. Tivemos ‘Dragon Ball Daima’, que foi divertido e tecnicamente excelente, mas deixou aquela sensação estranha de algo desconectado da linha principal. Agora, com o anúncio oficial no evento de 40 anos da franquia, o cenário começa a fazer mais sentido — e ao mesmo tempo levanta ainda mais teorias.

O remake do arco do Bills não é do filme — e isso muda tudo

O ponto mais importante que muita gente deixou passar é que o remake não é do filme ‘Batalha dos Deuses’, e sim dos episódios do anime de ‘Dragon Ball Super’. Isso muda completamente o peso da decisão. Não é apenas uma releitura rápida para comemoração: é um sinal claro de reinício da versão animada.

O próprio trailer deixa isso explícito com a frase “O SUPER começa…”, que soa muito mais como um ponto zero do que como um especial isolado. Quando você junta isso com os rumores — vindos da mesma fonte que acertou o remake do Bills — de que o arco do Freeza também será refeito, fica difícil acreditar que a Toei vai parar por aí. Refazer Bills e Freeza, os dois arcos mais problemáticos em termos de animação, parece mais um plano estratégico do que nostalgia gratuita.

A frase "SUPER, Begins..." no novo trailer de dragon ball
Reprodução – Toei Animation/Dragon Ball SUPER

Um plano maior para encaixar o arco do Moro

Outro detalhe que reforça essa teoria é o calendário. O arco do Moro está confirmado para 2027, enquanto o remake do Bills chega em 2026. Essa diferença de tempo abre espaço para algo bem lógico: refazer todo ‘Dragon Ball Super’ até o final de 2027, organizando a cronologia para que o Moro entre de forma direta e contínua no anime.

Dentro da indústria, inclusive, já circula o nome “Dragon Ball Super Kai” para esse projeto. A ideia seria a mesma aplicada em ‘Dragon Ball Z Kai’: cortes de filler, ajustes de ritmo, animação mais consistente e uma adaptação mais limpa. Não é refazer tudo do zero, mas polir o que já existe — e convenhamos, o Super precisa muito disso.

Por que refazer tudo em vez de seguir direto com o Moro?

Para quem já assistiu tudo, a resposta é simples: não precisa. Mas o estúdio não está pensando só no fã veterano. A verdade é que Dragon Ball precisa se renovar para continuar vivo. Um adolescente de hoje dificilmente vai encarar dezenas de episódios com animação inconsistente antes de chegar no hype.

A Toei já está fazendo exatamente isso com ‘One Piece’, que também vai ganhar um remake completo. O objetivo é o mesmo: baixar a barreira de entrada para novos fãs. E Dragon Ball tem uma vantagem enorme aqui: não precisa redesenhar tudo, apenas atualizar, corrigir e organizar. Dá para fazer isso rápido e com qualidade, se houver foco.

O que fica de fora — e por que o Moro é o verdadeiro evento

Algumas coisas dificilmente serão refeitas. ‘Dragon Ball Daima’, por exemplo, já tem uma produção superior ao Super original, então o caminho mais provável é encaixá-lo via retcon na linha do tempo. O mesmo vale para o filme do Broly, que provavelmente será apenas referenciado, como já acontece no mangá.

Por isso, o remake do Bills empolga… mas com moderação. Ele é só a porta de entrada. O que realmente promete virar o jogo é a saga do Moro, feita do zero, com tecnologia atual, direção mais madura e uma história que muitos consideram uma das melhores do Super. Se a Toei tratar o Moro com o mesmo carinho que vem tratando ‘One Piece’ recentemente, o resultado pode ser histórico.

Se isso acontecer, retorno de Dragon Ball Super volta a ser evento cultural, quebra recordes de audiência, derruba servidores de streaming e vira assunto fora da bolha otaku. Do jeito que sempre foi. Do jeito que sempre deve ser.

Capa do mangá com Goku e Moro em destaque
Reprodução – Toei Animation/Dragon Ball SUPER

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