‘Dragon Ball’: Super Saiyajin 4 simplesmente não faz sentido! Entenda

Andre Luiz

Um elemento clássico de Dragon Ball continua gerando discussões mesmo após décadas: a lógica por trás do Super Saiyajin 4. Embora essa transformação só tenha sido oficialmente introduzida em Dragon Ball GT, traços físicos já estavam presentes desde os primeiros episódios da franquia e mudanças significativas aconteceram — muitas delas sem explicação clara dentro da narrativa.

Ao longo dos anos, a série pareceu abandonar gradualmente as caudas, até que elas retornaram de forma inesperada em uma das transformações mais comentadas da saga: o Super Saiyajin 4, que retornou recentemente em Dragon Ball Daima.

Super Saiyajin 4 foge às regras tradicionais da franquia

A transformação Super Saiyajin 4 se destaca por romper padrões estabelecidos. Diferente das formas anteriores, ela abandona os cabelos dourados e aposta em um visual mais primal, com pelos, aparência animalística e cabelos negros. Em ambas as produções, a cauda volta a ser um elemento central da transformação, mesmo após anos de descarte narrativo desse traço.

Em Dragon Ball GT, a presença da cauda é determinante: Goku só alcança o Super Saiyajin 4 após recuperar a cauda e se transformar primeiro em Oozaru Dourado. Vegeta segue um caminho semelhante, recorrendo a tecnologia para estimular o crescimento do apêndice. Já Dragon Ball Daima simplifica o processo, eliminando a etapa intermediária, mas mantendo a cauda como parte visual da forma final.

Inconsistências marcam o uso da cauda entre os personagens

Apesar de explicar como as caudas retornam, Dragon Ball GT apresenta contradições após a transformação. Goku mantém a cauda ao retornar à forma base, enquanto Vegeta a perde, recuperando-a apenas quando volta ao Super Saiyajin 4. A diferença nunca é esclarecida.

O cenário fica ainda mais confuso quando, no final de Dragon Ball GT, Goku aparece adulto sem a cauda, mesmo após ter sido visto com ela anteriormente. Em Daima, a lógica se repete: a cauda surge durante a transformação e desaparece logo depois, sem contextualização narrativa.

A franquia nunca definiu uma regra fixa para as caudas

Historicamente, as caudas eram removíveis, mas tendiam a crescer novamente — a menos que houvesse interferência direta, como no caso de Kami. Com o tempo, essa regra foi abandonada. Gohan perde a cauda definitivamente, enquanto gerações posteriores — como Goten, Trunks e Pan — já nascem sem esse traço.

Em Dragon Ball Super, a abordagem se afasta ainda mais do conceito. Os Saiyajins do Universo 6, como Cabba, Caulifla e Kale, não possuem caudas e desconhecem esse aspecto da própria raça, sendo apresentados como mais poderosos em suas formas base. O caso de Broly reforça a ambiguidade: ele nasce com cauda, que é removida, mas nunca volta a crescer.

Mudanças visuais vão além da cauda

Outro ponto que chama atenção é que o Super Saiyajin 4 provoca alterações no figurino, algo raro na franquia. Pulseiras, luvas, calças e até detalhes das botas mudam durante a transformação e retornam ao normal ao final, sem explicação dentro do universo da série. Em Dragon Ball Daima, parte dessas inconsistências permanece, mesmo com um visual mais uniforme em algumas fases.

Elemento clássico segue sem resposta oficial

Entre idas e vindas, Dragon Ball nunca estabeleceu uma regra definitiva sobre o papel das caudas dos Saiyajins. Enquanto GT e Daima as tratam como símbolo máximo do poder primal, Dragon Ball Super praticamente ignora sua importância. O resultado é um dos mistérios mais persistentes da franquia, que continua alimentando debates entre fãs e especialistas da obra.

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