É Assim Que Acaba? Blake Lively sofre derrota parcial em processo contra Justin Baldoni

Cheyna Corrêa

O clima nos bastidores de Hollywood pegou fogo e a fofoca agora virou caso de tribunal. A atriz Blake Lively sofreu um revés importante nesta semana em sua batalha judicial contra Justin Baldoni, diretor e seu par romântico no sucesso de bilheteria É Assim Que Acaba. Um juiz de Nova York decidiu rejeitar 10 das 13 acusações movidas pela atriz, incluindo as denúncias de assédio sexual, difamação e conspiração. Para quem acompanhou o lançamento do filme em 2024, já sabia que a torta de climão entre os protagonistas era gigante, mas ninguém esperava que o desfecho jurídico fosse tão complexo.

O processo corre há mais de um ano e Blake acusava Baldoni de criar um ambiente de trabalho inseguro e de fazer comentários totalmente sem noção sobre sua aparência e peso durante as gravações. Além disso, a atriz alegava que o diretor teria contratado uma empresa de comunicação de crise só para queimar a imagem dela na internet com uma campanha misógina. O juiz Lewis Liman, porém, não se convenceu dessas partes e descartou a maior parte das queixas, deixando apenas três pontos para serem resolvidos no júri: quebra de contrato, retaliação e cumplicidade em retaliação.

Treta nos bastidores e briga por poder

Do outro lado da arena, a defesa de Justin Baldoni não ficou calada. O diretor sustenta que Blake Lively exagerou nas denúncias como uma jogada estratégica para assumir o controle total do filme. Segundo Baldoni, a atriz queria ter a palavra final na edição e na promoção de É Assim Que Acaba, usando o peso de sua fama e o apoio de amigos poderosos para escantear a visão do diretor. Mesmo com toda essa confusão e os rumores de que os dois nem se falavam durante a divulgação, o longa foi um estouro absoluto, arrecadando cerca de 350 milhões de dólares ao redor do mundo.

A disputa acabou virando um verdadeiro “quem é quem” das celebridades. Nomes como Ryan Reynolds, marido de Blake, e até a cantora Taylor Swift foram mencionados no meio do turbulento processo judicial. Outros figurões como Matt Damon e Ben Affleck também apareceram citados nas idas e vindas dos tribunais, mostrando que o desentendimento no set de filmagens de um drama sobre violência doméstica acabou se tornando um dos maiores dramas reais da indústria cinematográfica recente.

O que vem por aí no julgamento

As duas partes até tentaram resolver as coisas de um jeito amigável em fevereiro, durante uma conferência de conciliação a portas fechadas em Manhattan, mas o acordo não saiu. Agora que o juiz fez essa “limpeza” no processo, o foco total se volta para o julgamento previsto para começar no dia 18 de maio. Será o momento de decidir se houve realmente uma quebra de contrato ou se as retaliações alegadas por Blake Lively têm fundamento jurídico suficiente para punir o diretor.

Apesar de ter perdido as acusações mais graves de assédio, a atriz ainda tem chances de vencer nos tópicos contratuais, o que pode render uma indenização pesada e, claro, muitas manchetes. O caso serve como um lembrete de que, às vezes, a ficção de É Assim Que Acaba é fichinha perto da realidade dos sets de filmagem, onde egos e visões artísticas diferentes podem colidir de um jeito que nem o melhor roteiro de Hollywood conseguiria prever.

Você já conhecia os detalhes polêmicos dos bastidores de É Assim Que Acaba ou esse processo judicial foi o seu primeiro contato com essa história impressionante?

Fontes: The Guardian, Variety e The Hollywood Reporter

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