Você já imaginou pagar um estranho para se passar por seu pai, irmão ou amigo em um evento social? Essa premissa, que pode parecer absurda para alguns, é o coração de Família de Aluguel (Rental Family), a nova comédia dramática que traz Brendan Fraser de volta aos cinemas em um papel inusitado.
O filme, que estreou nos cinemas brasileiros em 8 de janeiro, é uma das primeiras grandes apostas de 2026. Se você ainda está em dúvida se vale a pena o ingresso, reunimos cinco motivos que tornam essa produção imperdível.
1. Uma comédia com coração
A trama gira em torno de Philip (Fraser), um ator americano que vive no Japão e, anos após fazer sucesso em comerciais de pasta de dente, encontra-se desempregado. Sua vida muda ao ser recrutado por uma agência especializada em “famílias de aluguel”.
O que começa como um trabalho bizarro — fingir ser parente de estranhos — logo se transforma em uma jornada de autodescoberta. O filme borra as linhas entre atuação e realidade, oferecendo uma reflexão tocante sobre solidão e conexões humanas. Segundo a diretora Hikari, a meta é gerar empatia: “Acredito que uma forma de tornar o mundo um pouco melhor é contando histórias que nos ajudem a entender e respeitar uns aos outros”.

2. O talento (e o esforço) de Brendan Fraser
Após seu retorno triunfal e a vitória no Oscar por A Baleia (2022), Brendan Fraser continua a escolher papéis desafiadores. Para viver Philip, o ator mergulhou na cultura local:
- Estudou japonês com três professores diferentes;
- Viajou ao Japão semanas antes das filmagens para praticar o idioma com estranhos na rua;
- Trouxe uma vulnerabilidade honesta para o personagem, equilibrando o humor da situação com o drama pessoal.
3. Uma imersão na cultura japonesa
Diferente de filmes que usam o Japão apenas como cenário exótico, Família de Aluguel busca autenticidade. Dirigido por uma cineasta japonesa e gravado em Tóquio, a produção captura desde a serenidade dos templos até o caos das metrópoles tecnológicas.
O elenco de apoio reforça essa qualidade, trazendo nomes de peso do cinema asiático como Takehiro Hira (Xógum: A Gloriosa Saga do Japão), Mari Yamamoto (Pachinko) e a lenda Akira Emoto (Shin Godzilla).

4. Baseado em fatos (surpreendentes)
Embora a história de Philip seja ficcional, o universo onde ela se passa é real. A indústria de aluguel de parentes e amigos existe no Japão desde a década de 1980 e conta hoje com cerca de 300 empresas ativas.
A diretora também inseriu elementos de sua própria biografia no roteiro. Uma das tramas, onde uma mãe contrata um falso pai para a filha ser aceita na escola, espelha a infância de Hikari. Ela foi criada por uma mãe solo que, para protegê-la, inventou histórias sobre seu pai ausente — dizendo, em momentos diferentes, que ele havia morrido ou que era um famoso astro de TV.
5. A direção promissora de Hikari
O filme marca a estreia da diretora Hikari em um projeto de grande estúdio, consolidando sua ascensão em Hollywood. Após vencer prêmios no Festival de Berlim com 37 Segundos (2019) e dirigir episódios de séries aclamadas como Treta (Beef) e Tokyo Vice, ela retorna ao cinema autoral com uma voz única, misturando sensibilidade oriental com narrativas globais.
Família de Aluguel já está em cartaz nos cinemas.






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