A febre das adaptações de videogames acaba de ganhar um novo capítulo (e um carregamento extra de munição). Isabela Merced, estrela em ascensão e recém-saída do universo de The Last of Us, foi confirmada no papel principal da nova adaptação cinematográfica de The House of the Dead, a lendária franquia de light gun shooters da Sega.
O projeto marca o retorno de Paul W.S. Anderson ao gênero que o consagrou comercialmente. O diretor, que comandou a lucrativa (embora divisiva) franquia Resident Evil nos cinemas e o mais recente Monster Hunter (2020), assume o roteiro e a direção. Com a produção acelerada, o objetivo é aproveitar o “renascimento” das mídias de jogos após os sucessos de Mario, Sonic e The Last of Us.
O Retorno aos Trilhos: O que esperar?

Para quem gastou muitas fichas nos fliperamas dos anos 90, o anúncio traz um misto de nostalgia e cautela. The House of the Dead nasceu em 1997 como um arcade frenético e gerou sequências icônicas até Scarlet Dawn (2018). No cinema, a franquia já teve duas tentativas — em 2003 e 2006 —, mas ambas foram massacradas pela crítica e pelos fãs.
Desta vez, a escolha de Isabela Merced sinaliza uma busca por maior peso dramático e carisma. A atriz tem se tornado o rosto favorito das adaptações, e sua escalação sugere que o filme pode tentar equilibrar a ação “galhofa” dos jogos originais com a seriedade exigida pelo público atual, acostumado com produções de alto nível.
Paul W.S. Anderson: Mestre do Zombie-Movie?
A escolha de Anderson para a direção é estratégica. Se por um lado suas adaptações costumam se desviar do material de origem, por outro, ele provou ser capaz de transformar marcas de nicho em sucessos de bilheteria globais.
- Resident Evil: Mais de 20 anos de história e bilhões arrecadados.
- Monster Hunter: Visualmente fiel, mas com recepção morna da crítica.
- The House of the Dead: O desafio agora é adaptar um jogo “sobre trilhos” onde a história era, essencialmente, secundária ao ato de atirar.
Além dos títulos principais, a franquia é conhecida por derivados curiosos, como The Typing of the Dead (onde você matava zumbis digitando palavras) e o beat-’em-up Revenge. Resta saber se Anderson incluirá algum desses elementos bizarros ou se focará no horror de sobrevivência puro.





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