A situação em ‘Boruto: Two Blue Vortex’ escalou para um nível absurdamente tenso e, dessa vez, não é exagero dizer que o mundo ninja está à beira de um colapso político e militar, o que pode resultar no fim de Konoha. A caça ao Boruto virou prioridade máxima do País do Fogo, e não por qualquer motivo: oficialmente, ele é o responsável pela “morte” do Naruto Uzumaki, o maior herói da história shinobi. Não importa o quanto isso soe absurdo para quem acompanha a obra — dentro da lógica atual do mundo, essa é a verdade absoluta.
E é aqui que tudo fica ainda mais cruel. Graças à onipotência da Ada, os papéis foram completamente invertidos. Naruto não foi assassinado, está selado, e o verdadeiro responsável é o Kawaki. Mas agora Boruto carrega não só a culpa, como também o estigma de ser um estrangeiro da vila, alguém sem raízes políticas ou apoio institucional. Para a corte do senhor feudal, ele não é só um criminoso: é o símbolo perfeito de traição.
Quando política e paranoia se tornam mais perigosas que vilões
A visita do senhor Kobu, braço direito do Daimyo, à Vila da Folha deixou claro que o problema já não é mais apenas Boruto. A suspeita agora recai sobre Shikamaru, acusado indiretamente de traição por algo teoricamente impossível: Boruto foi capturado com algemas que anulam jutsus… e mesmo assim fugiu. Para o governo do País do Fogo, isso só pode significar uma coisa: alguém de dentro ajudou.
Nós sabemos que foi o Mitsuki. Sabemos também que Shikamaru, Konohamaru e Koji estão acobertando essa informação. E não é por corrupção ou covardia — é estratégia pura. Prender Mitsuki significa perder um aliado vital. Afastar Shikamaru é ainda pior: ele é um dos principais cérebros no combate às Shinjus, uma ameaça que o próprio governo sequer consegue compreender direito.

Konoha não é o País do Fogo — e isso muda tudo
Muita gente confunde, mas Konoha não é o País do Fogo. A vila funciona como a capital militar, o centro de poder ninja, mas está subordinada a um sistema político maior. E é exatamente isso que torna a situação ainda mais assustadora. Diante da suspeita de traição de um Hokage, o País do Fogo considera romper relações com a Vila da Folha, o que pode ser o fim de Konoha em ‘Boruto Two Blue Vortex‘.
Isso seria devastador. Sem o apoio do país, Konoha perde recursos, proteção política e estabilidade econômica. Para o Daimyo e para Kobu, isso não parece um grande problema — principalmente porque eles não fazem ideia do que as Shinjus realmente representam. Estamos falando de uma ameaça potencialmente mais perigosa que Madara e Kaguya, mas tratada com descaso por pura ignorância institucional.
O dilema moral mais pesado da nova fase
Enquanto o governo atrapalha, Shikamaru é forçado a se afastar temporariamente das operações para responder a interrogatórios em pleno campo de batalha. E é nesse vácuo que surge a decisão mais sombria até agora. Koji tenta convencer Inojin, filho da Ino e do Sai, a assassinar Kobu. Sem testemunhas. Sem punição. Um “mal necessário” para salvar a missão.
Mas o preço disso é cruel demais. O plano envolve Inojin usar a transmissão de mente no corpo de Kobu e, em seguida, provocar sua própria morte naquele corpo. Mesmo voltando ileso fisicamente, o impacto psicológico seria devastador. É pedir que um garoto mate alguém inocente a sangue frio, ainda que indiretamente. Um trauma que não se apaga com justificativas estratégicas.

O possível fim de Konoha e dos ninjas do mundo
A situação chega ao limite quando Koji provoca deliberadamente os Mamushis, criando o cenário perfeito para que eles matem Kobu no meio do caos da batalha. Uma morte “justificada”, limpa politicamente, que encobre toda a podridão por trás das decisões tomadas. Frio. Calculado. E assustadoramente eficiente.
No fim das contas, ‘Boruto: Two Blue Vortex’ deixa claro que o maior perigo não são apenas os inimigos monstruosos à espreita, mas sim o choque entre política, medo e ignorância. A Vila da Folha está ameaçada por dentro e por fora. Se a conexão com o País do Fogo for quebrada, não é só Konoha que cai — é o próprio sistema ninja que pode chegar ao fim.






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