Final Fantasy VII Remake Parte 3 trará de volta amado mini-game

Vinicius Miranda

Os fãs de uma das franquias mais icônicas do mundo dos games têm motivos para comemorar: o clássico minijogo de Snowboard retornará de forma triunfal em Final Fantasy 7 Remake Part 3. Em uma série de entrevistas recentes, o diretor Naoki Hamaguchi revelou detalhes cruciais sobre o desenvolvimento da conclusão da trilogia, confirmando não apenas o retorno de atividades queridas, mas também decisões técnicas importantes sobre o motor gráfico do jogo.

Durante uma conversa com o portal Polygon, Hamaguchi destacou que o minijogo de snowboarding não será apenas uma diversão passageira. Diferente da versão original, a equipe planeja integrá-lo diretamente à narrativa, conectando a jogabilidade com os temas centrais da história. Além disso, o fenômeno de cartas Queen’s Blood, introduzido em Rebirth, receberá uma versão “turbinada” na Parte 3, com mecânicas expandidas e aprimoradas para oferecer um desafio ainda maior aos jogadores.

Final Fantasy VII Remake – Divulgação / Square Enix

No que diz respeito à produção, o diretor trouxe atualizações otimistas. O desenvolvimento de Final Fantasy 7 Remake Part 3 está avançando conforme o planejado, atingindo todos os marcos internos de tempo. Segundo Hamaguchi, o jogo já é “tecnicamente jogável”, embora ainda precise de um longo período de polimento para atingir o padrão de qualidade exigido pela Square Enix. O título oficial da sequência também já foi escolhido e “trancado” pelo diretor criativo Tetsuya Nomura, indicando que um anúncio oficial pode estar próximo.

Uma das decisões mais debatidas nos bastidores foi a escolha do motor gráfico. Embora a transição para o Unreal Engine 5 tenha sido discutida, a equipe optou por continuar utilizando o Unreal Engine 4. Hamaguchi explicou que o time já realizou inúmeras modificações customizadas no motor atual para atender às necessidades específicas da saga. Manter a tecnologia permite que a equipe trabalhe com ferramentas familiares, garantindo eficiência e a entrega do projeto em um prazo razoável.

O diretor também abordou o uso de Inteligência Artificial no desenvolvimento. Ele esclareceu que a tecnologia não é usada para gerar ideias criativas, mas sim como uma ferramenta de suporte para automatizar tarefas repetitivas e burocráticas. Essa abordagem permite que os desenvolvedores foquem no aspecto artístico e criativo, tornando o ambiente de trabalho mais eficiente sem perder a essência humana característica da série.

Final Fantasy VII Rebirth – Divulgação / Square Enix

Enquanto a Parte 3 segue em produção, o ecossistema de Final Fantasy continua em expansão. Rumores indicam que Final Fantasy 7 Rebirth chegará ao Xbox ainda em 2026, e a experiência no Nintendo Switch 2 deve ser comparável à de outras plataformas modernas. Além disso, Hamaguchi expressou o desejo de ver sangue novo liderando um possível remake de Final Fantasy 6, enquanto a equipe atual considera o desenvolvimento de um novo “título completo” após encerrar a jornada de Cloud.

Com a jogabilidade básica já estruturada e o título definido, a expectativa da comunidade se volta para os grandes eventos de games deste ano. A promessa de um snowboarding integrado à trama e um Queen’s Blood evoluído sugere que a Square Enix quer encerrar a trilogia com a experiência mais robusta e nostálgica possível, honrando o legado do jogo original de 1997 enquanto redefine os padrões dos RPGs modernos.

COMPARTILHE Facebook Twitter WhatsApp

Leia Também


ASSINE A NEWSLETTER

Aproveite para ter acesso ao conteúdo da revista e muito mais.

ASSINAR AGORA