Final Fantasy VII Rebirth segue chamando atenção no PS5, reacendendo discussões sobre o impacto do jogo original no mercado de RPGs. Para muitos jogadores que estão conhecendo a franquia agora, o título pode parecer apenas mais um capítulo da saga. Mas o jogo lançado nos anos 90 representou um ponto de virada para a indústria e ajudou a moldar parte do que conhecemos hoje no gênero.
A mudança que redefiniu uma franquia
Desde seus primeiros jogos ainda nos anos 80, Final Fantasy já tinha conquistado espaço entre os fãs de RPG. Mas foi com Final Fantasy VII que a série deu um salto significativo. A chegada do PlayStation permitiu que os desenvolvedores utilizassem recursos que não estavam disponíveis nos consoles anteriores, abrindo caminho para uma apresentação em 3D. Até então, o público estava acostumado a jogos com sprites bidimensionais, comuns nos consoles da época.
A adoção da nova tecnologia transformou a experiência visual, com modelos tridimensionais, cenários pré-renderizados e trilhas com maior qualidade. Essa transição marcou não apenas um avanço técnico, mas também um novo estilo artístico, que se tornaria referência nos anos seguintes.
A mudança de plataforma que movimentou a indústria

Outro ponto decisivo foi a migração da franquia para o PlayStation. Até então, Final Fantasy era associado aos consoles da Nintendo, mas o uso de cartuchos limitava o tamanho dos jogos. O PlayStation, por sua vez, utilizava CDs, que ofereciam mais espaço para conteúdo.
Essa mudança deu liberdade para que a equipe criativa desenvolvesse um projeto mais extenso, explorando cenas, áreas e elementos narrativos de forma mais ampla. O resultado foi um jogo dividido em 3 discos, algo incomum naquele período e que chamou a atenção do público. Cada troca de disco marcava avanços na história, reforçando a sensação de progressão dentro de um grande projeto.
Essa escolha influenciou outros estúdios, que passaram a utilizar a mesma abordagem em títulos posteriores.
O impacto cultural que atravessou décadas
O sucesso do jogo marcou o início de uma expansão do universo de Final Fantasy VII. Anos depois, o lançamento de um filme que continuava a história reforçou ainda mais o interesse do público. A partir daí, novas produções foram surgindo, como animações e jogos derivados.
Com o tempo, discussões sobre qual jogo seria o mais marcante da franquia ganharam espaço entre os fãs. Apesar das opiniões divididas, Final Fantasy VII permaneceu como um dos títulos mais lembrados e celebrados.
O caminho até o projeto de remake
A ideia de revisitar a história com gráficos atuais ganhou força especialmente após o lançamento do filme baseado no jogo. A proposta de uma visão mais moderna levou ao desenvolvimento do projeto de remake, dividido em 3 partes. O primeiro título reacendeu o interesse no universo do jogo, e Rebirth, o segundo capítulo, aprofunda ainda mais essa retomada.
A nova versão apresenta conteúdos atualizados, mantendo o foco na narrativa que marcou o jogo original e aproximando o título de uma nova geração de jogadores.
Final Fantasy VII continua ocupando um lugar relevante na história dos jogos e segue influenciando produções atuais. Com Rebirth, a Square Enix reafirma o peso do título dentro da indústria e cria uma ponte entre diferentes gerações de jogadores.





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