Se tem um estúdio que possui crédito infinito na praça, é o Bones. Estamos falando da galera que entregou ‘Fullmetal Alchemist: Brotherhood’, ‘Mob Psycho 100’ e ‘My Hero Academia’.
Então, quando eles anunciaram a adaptação de ‘Gachiakuta’, a expectativa foi lá no teto. E a boa notícia? Eles entregaram tudo.
Para quem estava cansado da mesmice, ‘Gachiakuta’ chega chutando a porta com uma estética punk, suja (no bom sentido) e cheia de revolta contra o sistema.
Do que se trata?

A premissa é pesada. Rudo, o protagonista, vive numa favela à sombra de uma cidade flutuante e rica (A Esfera).
Ele já é discriminado por ser filho de um assassino, mas o caldo entorna quando ele é incriminado injustamente e jogado no “Abismo” — um lixão colossal onde, supostamente, ninguém sobrevive.
Só que o buraco é mais embaixo (literalmente). Rudo descobre que o lixão é habitado e cheio de monstros de lixo.
Ele é salvo por um grupo chamado “Cleaners” (Lixeiros/Limpeza) e descobre que tem poderes. A motivação dele? Pura vingança. Ele quer voltar para a Esfera e destruir quem o jogou fora.
Por que vale a pena assistir?
- Estilo Visual Único: Esqueça o visual limpinho da maioria dos animes atuais. A autora do mangá, Kei Urana, trouxe uma estética de grafite urbano e moda streetwear. O design dos personagens é incrível; todo mundo tem um visual marcante, cortes de cabelo insanos e roupas que parecem ter saído de um clipe pós-apocalíptico da MTV.
- O “Peso” da Animação: Sendo o estúdio Bones, as lutas não são apenas luzes piscando. Tem peso físico. Quando os personagens usam seus “Instrumentos Vitais” (armas que ganham poder através do apego emocional do dono), você sente o impacto. Tem sequências de animação ali que são pura elite (o famoso sakuga), com coreografias que misturam estratégia e brutalidade.
- Evolução do Protagonist: No começo, pode ser difícil engolir o Rudo. Ele é movido a ódio puro, aquela raiva tóxica e masculina de quem quer ver o mundo pegar fogo. Mas o roteiro brilha ao não glorificar isso. A série mostra que essa raiva é uma falha e foca na evolução dele, aprendendo a confiar na sua nova “família” de desajustados em vez de apenas querer destruir tudo.
O Veredito

Gachiakuta foge do padrão “poder da amizade” logo de cara e entrega uma crítica social interessante sobre desigualdade e descarte, tudo embalado numa ação frenética.
O começo pode ser um pouco lento para alguns e o protagonista demora um pouco para ficar simpático, mas assim que o grupo se forma e a animação engata, vira um dos melhores Battle Shonens da temporada.
‘Gachiakuta’ estreou em julho de 2025 e teve sua primeira temporada dividida em duas partes, terminando em dezembro de 2025.
A segunda temporada do anime está em produção, então esse é o momento de você “maratonar” a primeira no Crunchyroll.
Se você curte ‘Soul Eater’ ou Fire Force, mas queria algo com uma pegada mais underground e rebelde, esse é o seu anime.





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