Criador de God of War critica Sons of Sparta: “Isso não é God of War”

Vinicius Miranda

O State of Play de fevereiro de 2026 trouxe o que muitos fãs de Kratos esperavam, mas de uma forma que ninguém previu. Além do anúncio oficial do remake da trilogia original, a Sony Santa Monica surpreendeu ao realizar o shadow-drop (lançamento imediato) de God of War: Sons of Sparta, um título de ação 2.5D desenvolvido em parceria com a Mega Cat Studios.

Embora rumores sobre um projeto 2.5D circulassem há anos, a recepção inicial está longe de ser uma unanimidade, especialmente para uma figura central da franquia: David Jaffe. O criador original de God of War não poupou palavras — e palavrões — para expressar seu descontentamento com o novo rumo da série.

“Isso não é God of War”: As críticas de David Jaffe

Em uma série de vídeos publicados em suas redes sociais, Jaffe demonstrou profunda frustração com a proposta de Sons of Sparta. Para ele, o jogo falha ao tentar transformar a franquia em um Metroidvania genérico, distanciando-se do DNA de ação visceral que definiu o Fantasma de Esparta.

“O que eles [Sony Santa Monica] estavam pensando? Isso não é God of War”, desabafou Jaffe.

O desenvolvedor criticou duramente a escolha de focar em uma versão mais jovem de Kratos. Segundo ele, o público não quer jogar com “crianças” ou adolescentes — fazendo uma comparação ácida com as seções de Atreus em Ragnarok — mas sim com o guerreiro implacável e ultra-violento dos jogos de PS2.

Storytelling vs. Gameplay de Ação

Uma das maiores reclamações de Jaffe reside na mudança de prioridades do estúdio. Ele citou conversas com ex-funcionários da Santa Monica que confirmam uma tendência interna: hoje, o foco principal é a narrativa, muitas vezes em detrimento do ritmo da jogabilidade.

Jaffe comparou Sons of Sparta negativamente a outros títulos de ação 2.5D modernos, como Blasphemous, Ninja Gaiden Ragebound e o recente Shinobi: Art of Vengeance. Para ele, o novo jogo carece do polimento esperado de um título first-party da Sony, apresentando o que ele chama de “ruído visual” e uma execução mecânica apenas “aceitável”, mas sem brilho.

O Legado do Fantasma de Esparta em 2026

Apesar das críticas ferozes do criador original, a comunidade está dividida. Enquanto puristas concordam que o foco excessivo em história pode tornar o jogo lento, outros celebram a experimentação da franquia em novos gêneros e a oportunidade de revisitar as origens de Kratos antes da era nórdica.

Seja como for, God of War: Sons of Sparta já é um dos assuntos mais comentados do ano, provando que, para o bem ou para o mal, o nome de Kratos ainda carrega um peso titânico na indústria.

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