Grammy 2026: Os melhores looks que brilharam no tapete vermelho

Cheyna Corrêa

A 68ª edição do Grammy Awards transformou Los Angeles em uma verdadeira passarela de ousadia e glamour neste domingo (1º). O tapete vermelho da maior noite da música mundial foi marcado pelo retorno do drama gótico, a consolidação da tendência “naked dress” e manifestações políticas sutis, com artistas elevando o nível da moda a uma extensão de sua arte.

De veteranos consagrados a novos fenômenos do pop, as estrelas não economizaram na criatividade. Lady Gaga, fiel à sua estética teatral, roubou a cena em um vestido escultural de penas negras assinado pela dupla Matières Fécales, evocando uma aura de “romance sombrio” que definiu um dos pontos altos da noite. Já Sabrina Carpenter, vivendo o auge de sua carreira com múltiplas indicações, optou por um Valentino branco sob medida, com corpete bordado e saia em camadas, trazendo um ar angelical e clássico ao evento.

Ousadia e transparência dominam as escolhas

A tendência da transparência, ou “naked dress”, provou que veio para ficar. Chappell Roan, vencedora do prêmio de Artista Revelação no ano anterior, chocou e encantou com um vestido Mugler transparente, sustentado apenas por piercings nos mamilos, em uma homenagem à história da moda de 1998. Karol G seguiu a mesma linha, deslumbrante em um Paolo Sebastian de renda azul que deixava os ombros à mostra, combinando sensualidade com elegância etérea.

 

 

Outro destaque foi FKA Twigs, que parecia uma criatura mística em sua criação fluida de Paolo Carzana. A artista, que levou o prêmio de Melhor Álbum de Dance/Eletrônica, complementou o visual com acessórios que remetiam à natureza, reforçando o conceito de seu álbum “Eusexua”.

Casais e manifestações no Red Carpet

O casal Justin e Hailey Bieber fez um retorno triunfal ao tapete vermelho após quatro anos. Apostando no “all black”, Justin vestiu um terno Balenciaga oversized, enquanto Hailey brilhou em um Alaïa preto transparente. O detalhe mais comentado, no entanto, foram os broches “ICE OUT” usados por ambos e por outros artistas como Kehlani, em protesto contra as políticas de imigração dos EUA.

Entre os homens, Bad Bunny fez história ao vestir o primeiro look masculino de alta-costura da Schiaparelli, um terno de veludo preto que misturava alfaiataria clássica com o surrealismo típico da marca. Já a revelação britânica Oliva Dean exalou sofisticação em um Chanel de penas e paetês, provando que o clássico nunca sai de moda.

A noite do Grammy 2026 reafirmou que o tapete vermelho é, acima de tudo, um palco para expressão. Seja através de penas dramáticas, transparências provocantes ou alfaiataria com propósito, a moda serviu como a introdução perfeita para uma cerimônia inesquecível.

Fontes: Variety/The Hollywood Reporter

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