A tão aguardada volta de Harry Styles ao Brasil com a turnê “Together Together” começou com uma dor de cabeça gigantesca para os fãs. O que deveria ser um momento de celebração para garantir um lugar nos shows de 2026, transformou-se em uma enxurrada de denúncias nas redes sociais. A pré-venda, iniciada na última segunda-feira (26), foi marcada por falhas no sistema, filas travadas e, principalmente, a ação suspeita de cambistas, o que obrigou o Procon e parlamentares a intervir contra a Ticketmaster.
O cenário de insatisfação escalou rapidamente quando o público percebeu um esgotamento anormal dos ingressos. Muitos fãs relataram que, mesmo estando nos primeiros lugares das filas físicas ou virtuais, não conseguiram comprar entradas para setores cobiçados, como o Pit. Simultaneamente, esses mesmos bilhetes surgiram em sites de revenda ilegal por valores exorbitantes. A revolta foi tamanha que a hashtag “TicketmasterUmaFraude” dominou os assuntos mais comentados, com vídeos mostrando pessoas comprando grandes quantidades de ingressos nas bilheterias.
Olá @TicketmasterBR @LiveNationBR
Gostaríamos de saber sobre os ingressos já vendidos para os cambistas e sobre nós fãs que ficamos na fila no primeiro dia e não conseguimos ingresso, o que farão sobre isso? Pois enfrentamos a madrugada, frio, horas de filas pra nada.
— Harry Styles Brasil 🪩 (@TheHSBrasil) January 28, 2026
Deputados acionam a justiça
A confusão saiu da esfera do entretenimento e virou caso de polícia e política. A deputada federal Erika Hilton enviou representações à Secretaria Nacional do Consumidor e ao Procon-SP. O objetivo é investigar se houve favorecimento a grupos organizados em detrimento dos consumidores reais. A parlamentar lembrou que a empresa já enfrenta processos similares nos Estados Unidos por práticas consideradas lesivas ao público.
Além disso, o deputado estadual Guilherme Cortez acionou o Ministério Público e a Secretaria de Segurança Pública. Ele defende que o cambismo digital e físico configura crime contra a economia popular. O político afirmou ter recebido provas de que os ingressos estavam disponíveis em plataformas paralelas minutos após a abertura oficial, levantando sérias dúvidas sobre a segurança e a transparência do sistema da Ticketmaster.
Harry Styles: Fãs reclamam de venda de ingressos, e deputados acionam Procon e mais órgãos https://t.co/z6v1OnavdY #g1 pic.twitter.com/5q9XqVsxBF
— g1 (@g1) January 26, 2026
Resposta da empresa e detalhes da turnê
Pressionada, a Ticketmaster negou qualquer irregularidade em nota oficial, afirmando que não apoia a revenda ilegal e que está à disposição das autoridades para prestar esclarecimentos. O banco Santander, responsável pela pré-venda exclusiva, também entrou na mira dos questionamentos sobre as regras de acesso aos bilhetes limitados.
Apesar de todo o estresse, a turnê segue confirmada e a expectativa é alta. Harry Styles sobe ao palco do Estádio MorumBIS, em São Paulo, nos dias 17 e 18 de julho de 2026. Os shows fazem parte da divulgação do álbum “Kiss All the Time. Disco, Occasionally”, que será lançado em 6 de março. Vale lembrar que a venda geral começa nesta quarta-feira (28), com preços variando entre R$265 e R$1.410.
E você, conseguiu garantir seu ingresso ou também enfrentou problemas na fila? Deixe sua opinião nos comentários!





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