Velozes e Furiosos criou um novo patamar para os filmes de ação. Sem se importar com as leis da Física e muito menos com a lógica, conquistam o público e o resultado: sucesso total de bilheteria.
Os inúmeros filmes da franquia, mais o derivado Hobbs & Shaw, já faturaram muitos bilhões de dólares nos cinemas do mundo todo.
Tem como superar isso tudo? Mark Wahlberg está na pista e ousa dizer que sim.
Um filme estrelado por ele se chama Infinite e conseguiu o impossível: ele é mais absurdo que qualquer Velozes e Furiosos que já passou nos cinemas. Como é isso? Que filme é esse?
O cinema de ação quer suscitar adrenalina em que assiste. Se fosse para ver a vida real, o público assistiria um drama ou um documentário. Partindo dessa ideia, Hollywood está sempre tentando se superar.
A própria franquia Velozes e Furiosos mudou muito. Começou como filme de pega de carro e virou James Bond, com submarino, nave espacial, tanque de guerra.
É claro que um dia ia chegar alguém para tentar superar isso. Se absurdo dá dinheiro, por que não fazer um filme mais absurdo para ganhar mais dinheiro? Agora, a pergunta é: deu certo?
Carro pulando de prédio em prédio. Carro correndo mais rápido que míssil. Supersoldados. Dwayne Johnson puxando um helicóptero no braço. É absurdo atrás de absurdo. Mesmo assim, Velozes e Furiosos leva a lógica ao limite. É quase um desenho animado em live-action, física de Pica Pau em ação.
Quem encara superar isso? Infinite está disponível para aluguel em plataformas como o Prime Video e outras.
O diretor, Antoine Fuqua, já dirigiu outros longas de ação, como Dia de Treinamento, Invasão a Casa Branca e O Protetor. Agora, Fuqua quer superar Velozes e Furiosos.
No filme Infinite existe uma casta de seres que vem se enfrentando a milênios, disputando o domínio do mundo.
Eles não são imortais, eles são pessoas que morrem e reencarnam com todas as lembranças e as habilidades de suas vidas passadas. Ou seja, se o sujeito foi um guerreiro de espada no século 16, ele vai ressuscitar com a mesma habilidade.
A cada vida, os caras vão só se aprimorando, acumulando conhecimento, acumulando riqueza, acumulando perícias. Eles sãos os Infinitos do título e eles brigam entre si.
Mark Whalberg é um desses caras que está começando a se lembrar de suas vidas anteriores. Só que não dá nem tempo para ele recuperar tudo.
Seus inimigos já partem para cima para eliminá-lo e levá-lo a perder essa encarnação atual. É aí que ele é resgatado por um grupo de Infinitos que são aliados. Cai de paraquedas no meio da treta.
Só que o personagem principal não é um Infinito qualquer, ele é uma lenda entre os outros. Ele já foi soldado infinitas vezes, é uma máquina de destruição.
Com uma premissa dessas, é claro que dá para tirar umas cenas de ação incríveis. Afinal, Toretto e a galera dele são só humanos comuns. Eles quebram os limites? Sim, mas no fundo são pessoas normais. Em Infinite não. É tudo gente com cheat da XP infinita.
Mais sobre o enredo de Infinite
Existem duas facções: um grupo, os Believers, acreditam no potencial da raça humana e querem protegê-la. São como os Eternos, da Marvel.
O outro grupo são os Nihilists, que querem aniquilar os humanos. O líder dos Nihilists está capturando as almas dos Infinitos e estocando em chips eletrônicos, para eles não reencarnarem. Só que ele vai mais longe ainda: ele tem uma bomba que pode destruir o planeta.
Tem bomba para destruir o planeta em Velozes e Furiosos? Enfim, agora Mark Whalberg e sua galera vão ter que deter o vilão. Dá pra ver no trailer que ele pula de um precipício com uma moto e pousa na asa de um avião em movimento! Em quantas encarnações o maluco treinou isso? Mas ele faz assim mesmo.
O sujeito ainda enfia a espada no avião para ficar firme em cima dele. Ele também rebate uma bala com essa mesma espada duas vezes no trailer. É esse o nível do filme. A mistura de Matrix, Highlander e Velozes e Furiosos.
Infinite é baseado no livro “The Reincarnationist Papers”, que não foi lançado ainda no Brasil. O curioso é que parece que essa história estava predestinada a virar filme. Parece até magia. O autor do livro queria que Hollywood pegasse esse enredo e adaptasse. Só que ele não conhecia ninguém lá dentro.
O que o escritor fez? Colocou uma mensagem na primeira página do livro: o leitor que conseguisse levar o livro para alguém em Hollywood iria receber uma comissão pelo trabalho. O livro não chegou a ser um sucesso, mas vendeu bem. E adivinha? O milagre aconteceu.
Dezoito meses depois do lançamento, o autor recebeu um e-mail de um assistente de direção que tinha lido o livro no Nepal! Ele alugou uma casa naquele esquema de albergue e o dono da casa tinha deixado o livro em cima da mesa, recomendando a leitura.
Não deu outra: o cara curtiu, passou a ideia pro chefe dele, o chefe passou pro chefe e aí a Paramount comprou os direitos de adaptação. Hollywood sente o cheiro de sucesso, sente o cheirinho de bilheteria.




Seja o primeiro a comentar