Kate Winslet passou décadas na frente das câmeras entregando performances viscerais, de ‘Titanic’ a ‘Mare of Easttown’. Agora, em seu 50º ano de vida, a atriz decidiu que era hora de contar suas próprias histórias.
Em uma entrevista reveladora ao podcast da Variety, Winslet detalhou sua estreia na direção com o filme ‘Adeus, June’, um drama familiar íntimo que marca uma nova e corajosa fase em sua carreira.
A decisão não veio da urgência, mas do timing perfeito. Winslet sempre priorizou a maternidade e, agora com os filhos crescidos, sentiu que o espaço na agenda finalmente se abriu para o compromisso massivo que é dirigir um longa-metragem.
O projeto é, literalmente, um assunto de família: o roteiro foi escrito por seu filho, Joe Anders.
Para dar vida a essa história, ela reuniu um elenco de peso que inclui lendas como Helen Mirren, Toni Collette, Timothy Spall e a própria Winslet.
Uma Revolução Técnica no Set
O que mais chama a atenção na estreia de Winslet não é apenas a mudança de cargo, mas como ela usou sua experiência de atriz para mudar as regras do jogo no set de filmagem.
Buscando extrair a máxima autenticidade de seus colegas, ela eliminou os tradicionais microfones “boom” (aqueles que ficam pendurados sobre a cabeça dos atores). Em vez disso, optou por microfones escondidos pelo cenário e câmeras fixas.
Para as cenas mais emocionais e privadas, Winslet chegava a tirar a equipe técnica do ambiente, criando um espaço de total vulnerabilidade e confiança.
O objetivo era “desarmar o ambiente” e remover qualquer distração técnica que pudesse tirar o ator do momento.
O filme, que aborda o luto de uma matriarca com uma doença terminal (tema que Winslet conhece bem após perder a mãe em 2017), promete encontrar humor no meio da dor, refletindo a visão madura e empática de sua diretora.
Se este é o início de uma longa carreira atrás das câmeras ou um ato único, só o tempo dirá, mas Kate Winslet garante: ela amou cada segundo.





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