Lanternas tem estreia de vilão importante do universo do herói

Andre Luiz

Chegamos oficialmente à metade da primeira temporada de Lanternas, série do HBO Max. A produção virou de cabeça para baixo o lado cósmico dos quadrinhos da DC.

Isso já era esperado, considerando que a produção sempre foi anunciada como inspirada muito mais em True Detective. A série prioriza mistério ancorado na Terra em vez de mostrar Hal Jordan e John Stewart cumprindo suas funções tradicionais nos confins do Setor 2814.

Nome icônico surge em meio à investigação sobre Rushville

A investigação da dupla revela camada após camada de detalhes sobre a cidadezinha, incluindo o cuidado extremo que o Caçador Cósmico teve para encobrir seus rastros, recrutando incontáveis pessoas para cumprir suas ordens e dificultar qualquer tentativa de rastreamento. Entre os nomes que Hal e John encontram está justamente Hector Hammond, vilão clássico da mitologia do Lanterna Verde. A série, porém, reservava outra reviravolta.

Ao identificar a origem do satélite responsável pelo ataque a laser que atinge Zoe Macon, a xerife Kane faz revelação importante. Aquele equipamento pertence à Atlas Inc, empresa fundada justamente por Hector Hammond. O nome acendeu alerta imediato entre fãs de longa data do herói. Isso acontece tanto pela relevância histórica do vilão quanto pela expectativa cômica de ver alguém com cabeça gigante surgir na tela.

Quando o personagem finalmente aparece, porém, sua cabeça tem tamanho perfeitamente normal.

Revelação da verdadeira identidade reduz peso do nome

Diante de rosnado intimidador de Jordan, o suposto Hector Hammond acaba confessando a verdade aos Lanternas. Seu nome real não é Hector Hammond, e sim Hector Gutierrez. Ele revela ainda trabalhar para o Caçador há décadas.

Hector Hammond – Reprodução/DC Comics

Aquela reviravolta poderia significar apenas easter egg cuidadoso, abrindo espaço para uma versão autêntica do vilão surgir futuramente dentro do DCU. Essa seria a explicação mais simples.

Considerando, porém, o histórico já estabelecido pela série, parece mais provável que aquele nome tenha sido praticamente descartado como possibilidade séria. Hal Jordan já atua como Lanterna há décadas dentro daquela cronologia. Sua ausência total de reação ao ouvir o nome sugere que ele jamais cruzou caminho com o verdadeiro Hammond ao longo de toda sua carreira.

Futuro dos vilões terrestres parece limitado

O próprio Guy Gardner, vivido por Nathan Fillion, já havia estreado anteriormente em Superman. Isso reforça aquele padrão de introduzir Lanternas através de conexões cósmicas maiores, em vez de ameaças isoladas presas à Terra. Tudo indica, então, que o futuro dos Lanternas dentro do DCU seguirá em duas frentes. Uma delas envolve histórias focadas em equipe, como aconteceu com Gardner em Superman. A outra centra-se em ameaças alienígenas e intergalácticas.

Existe até razão para aquela disputa de jurisdição entre Jordan e a xerife logo no episódio piloto: ele simplesmente presumiu se tratar de caso alienígena. Aquele universo compartilhado sempre demonstrou intenção de conectar suas diferentes produções através de fios narrativos comuns. Personagens como Mestre dos Fantoches, Major Desastre, Homem Tatuado e o próprio Hector Hammond parecem, portanto, cada vez mais distantes daquele mapa.

Ainda assim, a origem do vilão sempre envolveu elementos ligados a ameaças alienígenas, deixando pequena brecha de esperança para os fãs mais otimistas.

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