Luca: diretor garante que novo filme da Pixar não é sobre romance gay

Giovanna Camiotto

Apesar das especulações um tanto quanto inusitadas do público em geral, o filme Luca não será sobre um romance gay, garante o diretor Enrico Casarosa. O assunto surgiu na internet após divulgação do primeiro trailer da nova animação da Pixar e da Disney.

Em conversa com o Polygon, Casarosa afirmou que Luca é uma criança e a história se passa em um momento muito antes da puberdade e, definitivamente, não terá nenhum tipo de romance.

“Ele estava realmente ansioso para falar sobre uma amizade, antes até que namoradas ou namorados chegassem para complicar as coisas”, disse o cineasta.

A descrição do filme, que retrata “dois meninos passando um verão inesquecível”, foi o que levou os fãs a compararem a animação infantil com o romance vencedor do Oscar, Me Chame Pelo Seu Nome (esse, sim, é um filme para adultos e mostra um romance entre dois homens).

A verdade é que os dois monstros marinhos são apenas grandes amigos e a relação deles é puramente platônica e inocente, sendo até baseadas nas memórias de infância do diretor.

Infelizmente, a integração de personagens do universo LGBTQ+ nas produções da Pixar ainda é lenta e facilmente censurada. O SparkShot, de 2020, foi quem abriu o caminho para o estúdio abordar a trama.

Luca chega ao Disney+ no próximo dia 18 de junho.

Sobre a Pixar

Pixar se tornou a principal referência mundial quando o assunto são filmes animados. A companhia foi fundada em 1986, após deixar de ser uma divisão da Lucasfilm, do cineasta George Lucas, e para isso, contou com uma ajuda de Steve Jobs.

O estúdio iniciou sua vida produzindo curtas animados, sendo um deles protagonizado por Luxo Jr., a lâmpada de mesa que se tornou mascote da Pixar. Em 1995, a companhia lançou seu primeiro filme animado nos cinemas, em parceria com a Disney: Toy Story.

Com o sucesso do longa, a Pixar passou a investir neste ramo e desde então, lançou outros filmes igualmente bem sucedidos com a Disney, como Monstros S.A., Procurando Nemo, Os Incríveis, Carros Wall-E, Valente, entre outros títulos famosos.

Após alguns desentendimentos com a Disney, o que ocorreu entre 2004 e 2005, a Casa do Mickey Mouse comprou a Pixar pelo valor de US$7.4 bilhões, transformando-a oficialmente em sua subsidiária.

Por conta do sucesso de seus filmes, a Pixar já venceu diversos Oscars, sendo muitos deles o prêmio de melhor animação, bem como o Globo de Ouro.

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