A decisão da Disney de descartar as ideias originais de George Lucas para a trilogia de sequências de Star Wars — assim como a rápida exclusão do antigo Universo Expandido — continua sendo um tópico fortemente divisivo entre os fãs da saga intergaláctica. Enquanto personagens amados dos livros clássicos, como o implacável Grande Almirante Thrawn, foram gradualmente resgatados para o cânone oficial nas animações de ‘Star Wars Rebels’ e na série live-action ‘Ahsoka’, uma figura icônica permanece totalmente ausente dos radares: Mara Jade.
A famosa assassina e futura esposa de Luke Skywalker no antigo selo de publicações não deu as caras no novo universo. Com base na solidão e no exílio estabelecidos para o herói no filme ‘Os Últimos Jedi’, não há nenhuma razão narrativa para suspeitar que o mestre Jedi tenha se casado em algum momento de sua jornada. No entanto, novas revelações vindas diretamente dos bastidores literários sugerem que a alta cúpula da Lucasfilm está mantendo a adorada personagem sob um rigoroso bloqueio criativo.
O veto imposto aos escritores da franquia

Durante um painel realizado recentemente na convenção de cultura pop MEGACON, a autora Claudia Gray, responsável por assinar o elogiado livro oficial ‘Star Wars: Bloodline’, revelou abertamente que tentou incluir a clássica guerreira em seus textos de cânone. “Algumas vezes eu perguntei: ‘Sério? Sério, nada de Mara Jade?’ E eles responderam: ‘[Voz severa] Não’”, relatou a escritora sobre as rígidas e inegociáveis diretrizes do estúdio pertencente à casa do Mickey.
Presente no mesmo evento, o aclamado autor Timothy Zahn, que é justamente o grande criador literário da personagem e da icônica ‘Trilogia Thrawn’ (iniciada no ano de 1991), também confirmou que solicitou permissão executiva para utilizar Mara Jade em novos materiais. A resposta recebida foi o mesmo e sonoro “não”. Essa proibição categórica indica para a indústria duas possibilidades claras: ou o estúdio perdeu totalmente o interesse em reviver a anti-heroína, ou existem planos provisórios para reimaginá-la no cinema ou na TV de forma grandiosa.
A história da Mão do Imperador e o futuro live-action

No complexo e descontinuado cânone estabelecido pelos livros da década de noventa, Mara Jade operava como a letal Mão do Imperador. A narrativa literária estabelecia que ela estava disfarçada no palácio do criminoso Jabba the Hutt durante os eventos do filme ‘O Retorno de Jedi’, mas não conseguiu embarcar na barcaça a tempo e falhou em sua missão de assassinar Luke Skywalker. Culpando o herói pela derrota de Palpatine, ela o caça implacavelmente por anos, até perceber que o falecido Sith havia corrompido sua mente, tornando-se posteriormente uma Mestre Jedi e formando uma família com o antigo alvo.
Considerada uma das criações mais fantásticas já concebidas para o universo de ficção científica, os fãs sonham há décadas com a sua aguardada estreia nas telas. A concretização desse desejo sob a atual supervisão criativa de Dave Filoni seria uma inegável vitória midiática para a Lucasfilm, especialmente em um momento de reconstrução após a entrega de projetos que dividiram severamente a opinião da comunidade. Com fortes rumores sobre uma possível série de TV focada nela circulando desde o início do ano passado, o universo do streaming pode ser o destino final da lendária lutadora.




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