A Meta anunciou nesta sexta-feira (9) a formação de alianças com 3 empresas do setor nuclear para garantir o fornecimento de energia aos seus data centers de inteligência artificial (IA) nos Estados Unidos. A iniciativa busca atender à crescente demanda energética da companhia sem comprometer a infraestrutura elétrica atual do país.
Segundo o comunicado oficial, a estratégia tem como foco ampliar o acesso a uma fonte de energia considerada mais limpa e confiável, reduzir impactos sobre o consumidor comum, estimular a geração de empregos e manter o ritmo de inovação da empresa no campo da IA.
Com todos os acordos plenamente implementados, a Meta terá acesso a até 6,6 GW de energia nuclear. A previsão é que essa capacidade total só esteja disponível por volta de 2035, à medida que os projetos avancem e entrem em operação comercial.
Para efeito de comparação, essa quantidade de energia seria suficiente para abastecer quase 5 milhões de residências nos Estados Unidos. Apesar da dimensão dos contratos, a empresa não divulgou os valores envolvidos nos acordos firmados com as parceiras.
Uma das companhias escolhidas foi a Vistra, que já opera usinas nucleares em Ohio e na Pensilvânia. Os recursos da parceria serão destinados à manutenção das unidades em funcionamento e à ampliação da capacidade de geração elétrica existente.

Outra parceira é a TerraPower, empresa que desenvolve reatores do tipo Natrium. Atualmente, 2 unidades estão em construção, com previsão de início das operações em 2032. Além delas, outras 6 instalações devem ser implantadas nos 3 anos seguintes. O projeto conta com Bill Gates entre seus principais financiadores.
A terceira empresa envolvida no acordo é a Oklo, responsável por um campus de tecnologia nuclear avançada que está sendo construído em Ohio. A expectativa é que a instalação seja inaugurada em 2030. Entre os investidores da companhia está Sam Altman, ligado à OpenAI, empresa responsável pelo ChatGPT.
A energia proveniente dessas parcerias será direcionada principalmente para o Prometheus, descrito pela Meta como seu “supercluster de IA”. O sistema deve ser ativado ainda neste ano e representa um passo estratégico nos planos da empresa para expandir projetos de grande escala voltados à inteligência artificial.
O movimento da Meta reflete uma tendência crescente no mercado norte-americano, onde a alta demanda energética de data centers de IA vem impulsionando o setor nuclear. Usinas que enfrentavam risco de encerramento de atividades e novos projetos liderados por startups passaram a ganhar novo fôlego com esse cenário.
Outras gigantes da tecnologia também já adotaram estratégias semelhantes. Amazon, Google e Microsoft confirmaram acordos para comprar ou contratar a energia produzida por usinas nucleares, com início das operações previsto, na maioria dos casos, para os próximos anos.
Essa não é a primeira investida da empresa comandada por Mark Zuckerberg nesse segmento. Em julho de 2025, a Meta fechou um contrato com a Constellation para adquirir energia de uma usina nuclear que já estava em funcionamento, reforçando seu compromisso com fontes estáveis para sustentar a expansão da IA.





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