‘Monarch: Legado de Monstros’ resolve problema antigo do Monsterverso

Andre Luiz

A série Monarch: Legado de Monstros retorna ao Apple TV+ no dia 27 de fevereiro com sua segunda temporada, ampliando o Monsterverso, franquia da Legendary focada em criaturas gigantes como Godzilla e Kong. A produção dá continuidade à história iniciada em 2023 e se posiciona como uma peça central para preencher lacunas narrativas deixadas pelos filmes.

Ambientada pouco antes dos eventos de Godzilla II: Rei dos Monstros, a nova temporada contará com o retorno completo do elenco e deve aprofundar acontecimentos que não foram explorados nas produções cinematográficas.

Série expande o Monsterverso além das batalhas de kaijus

Desde seu lançamento, Monarch: Legado de Monstros se destacou por explorar os bastidores humanos do universo dominado por criaturas colossais. Enquanto os filmes priorizam grandes confrontos e destruição em larga escala, a série aposta em desenvolvimento narrativo e contextual, reforçando a coerência do Monsterverso.

A estratégia tem sido utilizada para corrigir limitações históricas da franquia, especialmente no que diz respeito à construção de personagens humanos relevantes.

Vilões humanos ganham espaço na nova temporada

Um dos principais pontos abordados pela série é a fragilidade do Monsterverso na criação de antagonistas humanos memoráveis. Nos filmes, vilões como Rei Ghidorah, MUTOs, Mechagodzilla e o Skar King costumam se sobressair, enquanto personagens humanos têm participação limitada.

A nova temporada de Monarch pode mudar esse cenário ao preparar o terreno para Walter Simmons e Maia Simmons, antagonistas humanos apresentados em Godzilla vs. Kong (2021). Pai e filha comandam a Apex Cybernetics, empresa responsável pela criação do Mechagodzilla a partir de energia extraída da Terra Oca.

Embora tenham papel relevante no filme, suas histórias foram pouco exploradas. A série já sinalizou essa conexão ao introduzir a Apex como concorrente direta da organização Monarch, incluindo a exibição do logotipo da empresa como referência direta aos acontecimentos do longa.

Linha do tempo favorece conexões com os filmes

Com a 2ª temporada situada cerca de cinco anos antes de Godzilla vs. Kong, há espaço narrativo para mostrar o início das ambições da Apex Cybernetics, as motivações de seus líderes e os primeiros passos que levaram ao desenvolvimento do Mechagodzilla.

Esse tipo de abordagem é favorecido pelo formato seriado, que permite exploração mais detalhada de personagens e conflitos, algo menos viável nos blockbusters focados em ação.

Monarch fortalece a coesão do universo compartilhado

Além de aprofundar vilões humanos, Monarch: Legado de Monstros também cumpre o papel de explicar a atuação da organização Monarch ao longo das décadas. A série mostra o que o grupo fez entre os eventos de Kong: Ilha da Caveira (2017) e as produções mais recentes, esclarecendo por que a entidade adotou uma postura mais discreta diante de criaturas como Godzilla e Kong.

Antes da série, essa ausência de explicações era vista como uma falha estrutural do Monsterverso. Agora, a produção apresenta uma narrativa contínua que conecta passado e presente, ampliando a compreensão do universo.

A 2ª temporada de Monarch: Legado de Monstros estreia oficialmente em 27 de fevereiro, reforçando o papel da série como um dos principais pilares narrativos do Monsterverso fora dos cinemas.

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