“Não quero nem sair”: Barry Keoghan desabafa sobre ataques à sua aparência e ódio online

Cheyna Corrêa

O ator irlandês Barry Keoghan, atualmente com 33 anos, abriu o coração em uma entrevista reveladora ao programa “The Morning Mash Up”, da SiriusXM. Conhecido por papéis intensos e uma presença marcante em tela, Keoghan confessou que o lado sombrio da fama, especificamente o abuso constante de internautas sobre sua aparência,  está afetando profundamente sua saúde mental e sua vida social em 2026. O desabafo acende um alerta sobre os limites da exposição digital e a toxicidade nas redes sociais.

O isolamento e o impacto psicológico do bullying digital

Durante o bate-papo, Keoghan descreveu como o ódio gratuito o transformou em uma pessoa mais retraída. O ator, que recentemente brilhou em Peaky Blinders: O Homem Imortal, revelou que a situação ultrapassou qualquer nível de normalidade, fazendo com que ele evitasse frequentar lugares públicos ou até mesmo sair de casa. “Fez eu me fechar em mim mesmo”, afirmou o artista, destacando que o medo do julgamento imediato se tornou uma barreira real em seu cotidiano.

A estratégia de defesa adotada por Barry foi o distanciamento quase total das plataformas digitais. Ele explicou que, embora tente ignorar o barulho, a curiosidade após grandes lançamentos ainda o leva a checar a repercussão de seus trabalhos, encontrando, na maioria das vezes, um cenário desolador de críticas pessoais. Para ele, o anonimato da internet deu voz a um tipo de crueldade que interfere diretamente no seu bem-estar, transformando a rede em um lugar perigoso para sua autoestima.

A preocupação com a carreira e o legado para seu filho

Além do impacto pessoal, Keoghan demonstrou um receio legítimo de que esses ataques comecem a sabotar sua paixão pelo ofício. Segundo o ator, quando a insegurança causada por comentários externos interfere na vontade de aparecer na tela, o problema atinge o núcleo de sua arte. Ele teme que a pressão o leve a recusar papéis ou a se esconder de produções que exijam maior exposição visual, o que seria uma perda irreparável para o cinema contemporâneo, considerando seu talento em obras como Saltburn e Os Banshees de Inisherin.

Outro ponto sensível tocado pelo irlandês foi a relação com seu filho de 4 anos, Brando. O ator expressou profunda tristeza ao pensar que, no futuro, a criança terá acesso a todo esse rastro de negatividade sobre o pai. “É decepcionante que meu filho tenha que ler tudo isso quando crescer”, desabafou. Apesar das dificuldades, Barry continua sendo um dos nomes mais requisitados da indústria; seu próximo grande desafio será interpretar Ringo Starr na aguardada cinebiografia dos Beatles, com estreia prevista para 2028, onde dividirá a cena com Paul Mescal e Joseph Quinn, além do filme Caminhos do Crime, que sairá em breve no Prime Video.

É triste ver um talento tão genuíno ser alvo de ataques superficiais que ignoram completamente a entrega artística do ator. Que o suporte dos fãs reais consiga ser mais barulhento do que o ódio dos teclados.

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