One Piece – Atores de Zoro, Sanji e Usopp falam sobre seus papéis na 2ª temporada (Entrevista exclusiva)

Vinicius Miranda

A produção de One Piece: A Série retornou ao catálogo da Netflix com a sua aguardada temporada 2 neste ano de 2026. A nova etapa da adaptação em live-action leva o bando dos Chapéus de Palha para águas desconhecidas, enfrentando missões de alto risco e oponentes inéditos no mar.

O foco narrativo dos próximos episódios é a entrada na Grand Line, uma região marítima famosa por sua extrema imprevisibilidade. A busca pelo maior tesouro do mundo colocará o protagonista Monkey D. Luffy e a sua tripulação em contato direto com ilhas misteriosas e novos rivais formidáveis.

O fenômeno global e a renovação

Baseada no mangá do autor Eiichiro Oda, que já ultrapassou a marca de 500 milhões de cópias comercializadas, a adaptação consolidou o seu espaço no mercado. A temporada de estreia, lançada em 2023, garantiu a liderança do ranking da plataforma em mais de 75 países, fazendo história no Japão.

O sucesso comercial gerou mais de 100 milhões de visualizações, rendendo 11 indicações ao Emmy para Crianças e Família, incluindo a categoria de Melhor Série de Adolescentes. Com o desempenho positivo mundial, a Netflix já garantiu a renovação antecipada do projeto para a temporada 3.

A marca também expande a sua presença fora das telas para engajar a comunidade o ano todo. Os fãs contarão com uma experiência imersiva na Netflix House e produtos licenciados por meio de parcerias de mercado com a LEGO e a Moose Toys, disponibilizados globalmente.

A produção de ‘One Piece: A Série’ mantém a sua estrutura de desenvolvimento técnico original. A obra foi criada em parceria direta com a editora Shueisha e segue sendo produzida pela Tomorrow Studios, associada à ITV Studios, em conjunto direto com a plataforma de streaming.

O retorno da tripulação principal

One Piece – Divulgação / Netflix

O elenco original da atração retorna para reprisar os seus papéis centrais. O ator Iñaki Godoy volta a dar vida a Monkey D. Luffy, o líder carismático, otimista e teimoso focado em seu grande objetivo. “Ele quer encontrar o maior dos tesouros, o One Piece, e viver muitas aventuras com seus amigos”, destacou o intérprete.

Ao seu lado, Mackenyu reassume as espadas de Zoro, o caçador de piratas avesso ao trabalho em equipe que foca em derrotar os melhores do mundo. A atriz Emily Rudd retorna como a inteligente cartógrafa Nami, que agora tem a liberdade para focar em seu próprio sonho. “Ela pode sair em diversas aventuras e desenhar o mapa-múndi que sempre quis fazer”, relatou a artista.

A tripulação se completa com Jacob Romero no papel do atirador Usopp, que age guiado pela curiosidade e sonha em ser um grande guerreiro do mar, e Taz Skylar como o intenso cozinheiro Sanji. “Ele se preocupa muito com as pessoas ao seu redor e com as coisas que faz. Além disso, é muito sensível e incrivelmente teimoso”, explicou o ator sobre o personagem que busca o lendário All Blue.

Entrevista com Zoro, Sanji e Usopp

Zoro, Sanji e Usopp – Divulgação / Netflix

Graças à Netflix, o Ei Nerd teve acesso a uma entrevista exclusiva com Mackenyu, Jacob Romero e Taz Skylar, os intérpretes de Zoro, Usopp e Sanji, respectivamente. Na entrevista, eles comentam sobre a evolução dos seus respectivos personagens, e o que os fãs que ainda não assistiram podem esperar da trajetória deles na 2ª temporada. Confira abaixo:

Como estão os Chapéus de Palha na temporada 2?

Taz Skylar: Na temporada 1, pelo menos para mim, o final catártico foi quando todos colocamos os
pés no barril e declaramos qual é a nossa missão de vida. Fora da série, repetimos esse momento
várias vezes, sempre que precisávamos nos unir. A temporada 2 começa exatamente com a gente
no navio rumo à Grand Line e encontrando uma montanha que tem um rio que corre para cima.

Quais as diferenças entre a temporada 2 e a 1? O que os fãs podem esperar deste temporada?

Skylar: A temporada 1 foi mais uma questão de apresentar cada integrante dos Chapéus de Palha e
mostrar como eles se uniram, de onde eles vieram e por que todos escolheram entrar neste grupo e
formar uma família. A temporada 2 fala muito mais de como essa família que todos escolheram
enfrenta uma odisseia muito conturbada, de situações que eles nunca imaginavam que fossem
possíveis e não necessariamente sabem superar. A temporada 2 aborda muito mais a síntese do
grupo, a junção dessa família que eles escolheram em um grupo coeso que trabalha unido e em que
todos se entendem. O engraçado é que essa é a jornada que todos nós vivemos como seres
humanos.

Mackenyu: A ligação entre os Chapéus de Palha aumentou, a confiança entre os personagens
evoluiu e eles estão mais unidos como equipe do que na temporada 1.

Como Sanji evoluiu desde a temporada 1?

Skylar: Falei disso com os showrunners quando começamos as gravações. Perguntei o que eles
pensavam, como seria a jornada e qual era o arco do personagem. Queria saber o objetivo de tudo o
que ele faz nessa temporada e qual era o fio condutor da trama dele. E os showrunners disseram
algo que me marcou porque se aplica tanto a Sanji quanto a mim como indivíduo: que Sanji sempre
foi alguém que existia dentro de um grupo de pessoas, mas era uma entidade separada. Ele escolhia
coexistir com outras pessoas, mas era muito individualista, agindo sozinho. Sanji sai em uma missão
paralela e, nesta temporada, ele realmente aprendeu a usar a equipe, existir dentro da equipe e
confiar nas pessoas, algo que não é exatamente natural para ele.

Como Zoro evoluiu desde a temporada 1?

Mackenyu: Zoro está mais forte e mais esperto. Ele ficou muito mais perigoso e mortal. Chega até a
matar 100 assassinos em cinco ou dez minutos. Então, você vai ver um Zoro mais brutal na
temporada 2.

A luta de 100 pessoas em Whisky Peak é um dos momentos prediletos dos fãs do mangá.
Quais foram os pontos altos de gravar essa sequência? Qual a importância de incluir esse
momento na série?

Mackenyu: Foi incrível enfrentar 100 assassinos sozinho. Foi um negócio que adorei fazer, um
desafio que curti demais. Nesta sequência, finalmente pude mostrar o que sou capaz de fazer e o
que Zoro é capaz de fazer.

Como os personagens evoluíram desde a temporada 1?

Jacob Romero: Usopp definitivamente está ficando mais corajoso nesta temporada. Ao chegar à
Grand Line, encontramos monstros e desafios maiores. Mas Usopp dá um jeito de enfrentar tudo
isso, então mal posso esperar para vê-lo se destacar.

Como você descreveria a Baroque Works e como eles trabalham?

Skylar: Cada um de seus integrantes tem um codinome. O número representa o status deles na
organização. Então, Mr. Zero é o chefão.

Como as cenas de ação evoluíram desde a temporada 1?

Mackenyu: Esta temporada foi bem mais intensa, com muito mais coreografias para aprender. Não
tínhamos muito tempo, então precisávamos fazer várias coreografias em um período bem curto. Foi
um desafio, mas adoro desafios, então foi divertido.

Quais são os principais temas abordados na temporada 2? Com o que você acha que os fãs
vão se identificar mais?

Romero: Existem alguns momentos muito bonitos entre os Chapéus de Palha nesta temporada. Nós
realmente nos unimos como bando no final da temporada passada. Então, ver todos nós nos
preocupando e ajudando uns aos outros foi maravilhoso para mim. E é claro que conhecemos gente
nova pelo caminho, então vamos ver como construímos uma relação de confiança com eles, como
recebemos essas pessoas no nosso mundo e no Going Merry. Isso me inspira muito, ver como
viemos de tantos lugares diferentes, mas mesmo assim encontramos algo positivo uns nos outros.

Como foi ver a reação e a aceitação dos fãs na temporada 1? Sei que havia muita incerteza em
relação a uma adaptação live-action. Como foi para você ver a recepção dos fãs?

Romero: Era difícil saber como o mundo iria reagir. Gostamos demais uns dos outros como equipe e
como produção, por isso dá para ver todo o amor que colocamos na temporada 1. Então, quando o
público sentiu o mesmo foi muito especial. E continuo a me impressionar com o quanto a série é
importante para as pessoas. É uma grande honra, sem dúvida.

O que você achou da reação dos fãs à série?

Mackenyu: Foi tudo para mim. A relação deles com a série é que faz tudo isso valer a pena.

Skylar: Assim que a série estreou, Jacob (Romero]), Iñaki (Godoy) e eu estávamos juntos, de
bobeira, em um táxi no Japão. Tínhamos passado o dia juntos e cada um de nós estava vendo algo
no celular. Jacob estava assistindo à reação de um fã, Iñaki estava vendo a reação de outro fã e eu
estava vendo o quanto de aprovação a série teve no Rotten Tomatoes. Depois de um tempo, todos
nós começamos a dizer: “Eles gostaram. Estão elogiando.”

Aí, em um determinado momento, alguém estava tentando entrar e não conseguia. A [Netflix] estava
sobrecarregada. Então dissemos: “Fomos nós. Derrubamos a Netflix!” e começamos a dançar para
comemorar. Foi um momento incrível. Naquela mesma noite, nós nos reunimos na casa do
Mackenyu para assistir à série. Não nos víamos desde o fim das gravações, e aproveitamos para
passar três dias juntos. Depois disso, convivemos mais uma semana e foi maravilhoso. Acho que foi
um dos momentos mais especiais da nossa vida, ficar perambulando livremente pelo Japão enquanto
tudo isso acontecia.

Por que você acha que a série é tão importante para as pessoas?

Romero: Existem personagens para todo mundo neste universo. Por ser algo tão grande, sempre há
alguém que gera identificação. É uma fantasia incrível. Os sonhos desses personagens e o sonho do
companheirismo entre eles são muito verdadeiros. E Oda-sensei fez o trabalho incrível de encontrar
um jeito de passar essa mensagem, que é muito importante.

Por que você acha que ONE PIECE: A SÉRIE é tão especial?

Mackenyu: O fato de ser fiel ao mangá e paixão com que os fãs se identificam com a série. É o que
faz todo o esforço, a emoção e o tempo que dedicamos valer a pena.

Novas ameaças e aliados na Grand Line

Baroque Works – Divulgação / Netflix

A continuação introduzirá uma vasta lista de personagens ao universo. A atriz Mikaela Hoover será a voz e a captura facial de Tony Tony Chopper, um híbrido de rena e menino que atua como médico e esconde uma força surpreendente. O núcleo da Marinha ganha o militar implacável Smoker, interpretado por Callum Kerr, e a oficial desajeitada, mas habilidosa, Tashigi, vivida por Julia Rehwald.

A rota marítima cruzará com a inteligente baleia Laboon, nativa de West Blue, e seu supervisor do Farol dos Cabos Gêmeos, Crocus, vivido pelo ator Clive Russell. A jornada apresentará tiranos perigosos, como o insaciável rei Wapol da Ilha de Drum, papel de Rob Colletti, e seus subordinados de confiança: o imponente guarda Dalton (Tyrone Keogh) e o arqueiro Chess (Mark Penwill).

Em contraste com as ameaças, a série trará a pragmática Dra. Kureha, interpretada por Katey Sagal, que atua como mentora e mãe adotiva de Chopper, e o cientista otimista Dr. Hiriluk, papel de Mark Harelik. O núcleo de governantes benevolentes contará com Sendhil Ramamurthy dando vida a Nefertari Cobra, um monarca que atua como pai solo e foca no bem-estar total de seu povo.

A estrutura burocrática e social da narrativa trará o simpático prefeito de Whisky Peak, Igaram, encarnado por Yonda Thomas. A trama também introduzirá o líder revolucionário Dragon, interpretado por Rigo Sanchez, descrito como um indivíduo poderoso, reservado e altamente protetor de seus aliados.

O roteiro explorará confrontos físicos de grande escala no cenário de Little Garden com os capitães da raça dos gigantes: Dorry e seu rival amigável Brogy, vividos respectivamente por Werner Coetser e Brendan Sean Murray. Para fechar a formação militar antagonista, o projeto contará com o oficial de alta patente K.M., vivido pelo ator Anton David Jeftha.

COMPARTILHE Facebook Twitter WhatsApp

Leia Também


ASSINE A NEWSLETTER

Aproveite para ter acesso ao conteúdo da revista e muito mais.

ASSINAR AGORA