O CEO da Constantin Film, Oliver Berbin, revelou detalhes cruciais sobre o futuro do reboot cinematográfico de ‘Resident Evil‘. Em entrevista recente ao portal Deadline, o executivo confirmou que o diretor Zach Cregger recebeu total autonomia criativa para conduzir a nova adaptação. Segundo Berbin, a produtora concedeu “carta branca para fazer o que ele quisesse com essa propriedade intelectual”, visando uma renovação completa na série.
Zach Cregger, que ganhou destaque mundial pelo terror ‘Noites Brutais’ e ‘A Hora do Mal’, assume as funções de roteirista e diretor. A decisão de apostar em uma visão autoral surge após o histórico de sucesso comercial da marca, que já acumulou mais de 1 bilhão de dólares em bilheteria. O objetivo agora é permitir que uma nova geração de cineastas tome a franquia em suas mãos para formar algo diferente do que já foi visto.
O executivo explicou que o projeto, planejado para chegar aos cinemas em 18 de setembro, terá um estilo muito particular e distante de produções anteriores. Para a Constantin Film, a assinatura de Cregger é o que guiará o longa, tratando cineastas de alto nível como a maior força criativa possível. Berbin destacou que a meta é unir diretores competentes, grandes elencos e ideias originais para elevar o patamar das adaptações.
A trajetória de Cregger no gênero de horror gera grandes expectativas entre os entusiastas da Capcom. Seus filmes anteriores, ‘Noites Brutais’ e ‘A Hora do Mal’, registraram aprovações de 92% e 93% no Rotten Tomatoes, respectivamente. Essa recepção crítica reforça a confiança do estúdio em entregar o comando da saga para o cineasta, que se declara um profundo admirador e conhecedor do material original presente nos videogames.
Em declarações anteriores ao site Inverse, Cregger esclareceu que seu filme não será uma recontagem direta das tramas já apresentadas nos consoles. O diretor optou por introduzir novos personagens e narrar uma história inédita situada dentro do mesmo universo. Para ele, as trajetórias clássicas dos jogos já foram contadas de forma satisfatória e os fãs já possuem acesso a esse conteúdo nas plataformas originais.
Mesmo com a mudança de protagonistas e foco, o diretor assegurou que o longa-metragem não irá desrespeitar as regras estabelecidas pela Capcom. “Deixe-me dizer isso – isso não está quebrando as regras dos jogos”, afirmou o cineasta. Ele descreveu o novo projeto como uma verdadeira “carta de amor aos jogos”, reforçando que sua produção será totalmente obediente à lore e aos conceitos fundamentais da franquia.
O foco na originalidade significa que figuras icônicas como Leon S. Kennedy, Jill Valentine, Chris Redfield ou Claire Redfield não devem ser o centro da nova narrativa. Cregger foi direto ao comentar sobre a ausência desses nomes conhecidos nos papéis principais. “Sou o maior adorador dos jogos, então estou contando uma história que segue as regras dos jogos. Só é uma história diferente”, explicou sobre sua abordagem.
Para o cineasta, a existência de heróis clássicos nos videogames dispensa a necessidade de uma adaptação literal de suas jornadas para a tela grande. “Não vou contar a história de Leon, porque a história de Leon é contada nos jogos. Os fãs já têm isso”, pontuou o profissional. Ele sugeriu que os jogadores que desejam ver esses personagens específicos podem simplesmente jogar os títulos da série para conferir suas histórias.
A estratégia da Constantin Film reflete um desejo de expandir o alcance da marca através de uma estética de horror mais autoral e menos dependente da nostalgia direta. Ao tratar diretores como peças centrais do projeto, o estúdio busca elevar a qualidade das produções baseadas em jogos. A combinação entre um diretor prestigiado e uma franquia multibilionária é a aposta principal para revitalizar o nome ‘Resident Evil’.
Com o lançamento previsto para o segundo semestre de 2026, o projeto segue despertando curiosidade sobre sua trama específica e o novo elenco que será anunciado. A confirmação de que a cronologia e as regras do universo serão respeitadas serve como um ponto de segurança para os fãs tradicionais. O desafio de Cregger será equilibrar essa fidelidade técnica com a liberdade criativa total concedida pela cúpula da produtora.
Este reboot representa um marco na transição da franquia, que busca se distanciar das fórmulas de ação do passado para abraçar um horror mais visceral. A liberdade de criação é vista por Oliver Berbin como a maior ferramenta que um estúdio pode oferecer atualmente. Dessa forma, a nova visão de ‘Resident Evil’ promete ser uma experiência distinta, moldada pelo estilo único que consagrou o diretor em seus trabalhos recentes.






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