Agora que a 3ª temporada de O Agente Noturno (The Night Agent) já está disponível na íntegra, os fãs finalmente puderam sanar a dúvida que pairava desde o anúncio da ausência de Rose Buchanan (Luciane Buchanan). Após maratona dos novos episódios, ficou claro que a série tomou uma decisão drástica para elevar o nível de perigo em torno de Peter Sutherland (Gabriel Basso), transformando o romance em uma lembrança agridoce para focar no puro instinto de sobrevivência.
O adeus de Rose: Realismo acima do romance
A ausência de Rose não foi um simples “esquecimento” de roteiro. Como vimos no início desta temporada, a decisão de Peter de se afastar foi motivada pela segurança dela. Ao se tornar um agente operacional do Ação Noturna, Peter passou a ser um alvo constante de organizações globais. Manter Rose ao seu lado seria condená-la a uma vida de fugas eternas, mesmo que ela tenha provado ser valiosa em vários momentos de ação. O “fim” do casal — ou ao menos o afastamento — serviu para mostrar que o custo de servir ao país no nível mais alto de espionagem exige sacrifícios pessoais imensos.

A transformação de Peter em um agente de campo solitário
Sem a bússola moral de Rose para guiá-lo em tempo real, Peter Sutherland mergulhou em uma faceta muito mais sombria e pragmática. O motivo de ele continuar no Ação Noturna, mesmo sem o amor que o impulsionou na primeira temporada, é a sua busca incessante por um propósito. Peter descobriu que é excepcional no que faz. A adrenalina das missões internacionais, que o levaram de Istambul a novos centros de poder, preencheu o vazio deixado pela vida civil que ele tentou ter.
Apesar disso, Peter chega a se questionar se tudo isso valeria mais do que ter uma vida comum, uma família. Esse diálogo acontece com Adam, um agente enviado para ser seu companheiro de ação. Mesmo sabendo que ele pode dar conta do recado, a presença do novo companheiro de campo mostrou ao Peter que ter um parceiro pode – literalmente – salvar sua vida. Mas dá pra confiar em quem chega de repente?

O legado Sutherland e o dever patriótico
Mais do que nunca, a 3ª temporada explorou o peso do sobrenome Sutherland. Peter entendeu que sua entrada na Ação Noturna não foi apenas para limpar o nome de seu pai, mas para evitar que novas conspirações destruam a vida de civis inocentes como Rose. Ele continua no programa porque, na sua cabeça, ele é a última linha de defesa. Essa evolução para um “lobo solitário” funcionou bem na tela, dando à série um ritmo de thriller de espionagem clássico, lembrando franquias como Bourne.

Por que a série funcionou sem o casal central?
Apesar da falta da química entre Basso e Buchanan, a 3ª temporada provou que O Agente Noturno consegue se sustentar pelo suspense e pela evolução tática de seu protagonista. Peter agora é uma arma política. A série entregou respostas satisfatórias sobre as novas alianças de Sutherland e mostrou que, no mundo da espionagem, o amor pode até precisar de distância, mas o dever é permanente. O resultado foi uma temporada mais ágil, focada em geopolítica e na solidão de quem opera nas sombras.

Você sentiu que a falta de Rose deixou a temporada mais séria e focada ou ainda acha que a química do casal era o que realmente movia a história?





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