O final da 1ª temporada de O Cavaleiro dos Sete Reinos trouxe desdobramentos importantes para a história de Dunk e Egg, além de ampliar discussões sobre o universo de Game of Thrones. Em entrevista durante uma mesa-redonda acompanhada pela imprensa internacional, Peter Claffey, intérprete de Dunk, comentou os principais eventos do episódio e detalhou decisões narrativas que moldam o futuro da série.
A conclusão da temporada mostra Dunk sobrevivendo ao Julgamento dos Sete, confronto decisivo contra Aerion Targaryen, mas deixa consequências profundas. A morte de Baelor Targaryen surge como um dos acontecimentos centrais, alterando a dinâmica política de Westeros e o caminho emocional do protagonista.
Cliffhanger envolvendo Egg ganha explicação
Um dos momentos mais debatidos do episódio envolve Egg mentindo para Dunk ao afirmar que recebeu autorização de Maekar para seguir como escudeiro. Questionado sobre por que Dunk não confirmou a informação, Claffey apresentou a leitura do personagem:
“Dunk não é exatamente o mais brilhante. Ele provavelmente pensou que Maekar estava dando permissão a Egg. Você tem razão. Ele deveria ter conferido, com certeza. Mas sem isso não existe o restante da história, e é um pequeno cliffhanger interessante.”
A declaração reforça que o gancho narrativo desempenha papel relevante na progressão da trama, especialmente considerando que a produção foi anunciada como uma adaptação próxima das novelas de George R. R. Martin.
Peso emocional da morte de Baelor
Outro ponto abordado pelo ator foi a reação intensa de Dunk à perda de Baelor Targaryen, significativamente diferente da despedida de Ser Arlan. Claffey associou a mudança ao sentimento de responsabilidade carregado pelo cavaleiro:
“Acho que é a culpa. Tudo o que ele ouviu de Arlan e de muitas outras pessoas foi que Baelor iria transformar aquele lugar.”
O intérprete descreve que Dunk passa a acreditar que o sacrifício de Baelor alterou o destino do reino:
“Ele se sente totalmente responsável pelo fato de que esse homem lutou por sua causa e perdeu a vida.”
Segundo Claffey, a percepção de culpa também é amplificada pela atmosfera em Ashford e pelos eventos que se seguem no cenário político.
Como Dunk se enxerga entre os grandes cavaleiros
Ao comparar Dunk com figuras históricas de Westeros, o ator destacou que o personagem mantém uma autoimagem distante da grandiosidade associada aos lendários guerreiros da franquia:
“Ele não se compara de forma alguma. Se alguém dissesse a Dunk que ele poderia se tornar o comandante da Guarda Real, ele não acreditaria.”
A fala indica que Dunk atua guiado por princípios pessoais e pelo legado de Ser Arlan, sem projetar ambições de prestígio.
Humor e construção da dupla Dunk & Egg
A entrevista também destacou o equilíbrio entre drama e humor presente na relação entre Dunk e Egg. Claffey explicou que os momentos leves surgem de situações cotidianas e não de uma abordagem cômica explícita:
“Não se apresenta como uma comédia. Ainda é uma produção do universo de Game of Thrones.“
O ator ainda ressaltou que a dinâmica entre os personagens se sustenta em contrastes sociais e na evolução gradual do vínculo entre ambos.
Contato com George R. R. Martin e fidelidade ao material
Claffey relatou que o primeiro encontro com George R. R. Martin ocorreu durante as gravações e mencionou a participação do autor no processo de casting. O ator também enfatizou a importância de respeitar o material literário:
“Quando alguém cria algo, é preciso permanecer fiel e respeitoso à obra.”
Rugby e preparação física para as cenas de ação
Com histórico como jogador de rugby, Claffey comentou que a experiência contribuiu para a fisicalidade das sequências de combate, especialmente em momentos de impacto e quedas durante o Julgamento dos Sete.
Atualmente, a primeira temporada de O Cavaleiro dos Sete Reinos está disponível na HBO Max, enquanto a segunda temporada segue em desenvolvimento.




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