Mesmo sendo um derivado ambientado no passado, O Cavaleiro dos Sete Reinos amplia o universo criado por George R. R. Martin ao apresentar um conceito inédito para o público televisivo: o Julgamento dos Sete, uma forma extrema e rara de julgamento por combate que nunca havia sido mencionada em Game of Thrones nem em A Casa do Dragão.
A prática surge no momento em que Dunk, protagonista da história, entra em conflito direto com Aerion Targaryen e precisa encontrar uma forma de escapar de uma punição severa. Em vez de um confronto individual, Aerion recorre a uma tradição antiga, elevando o risco e a escala do julgamento.
Como funciona o Julgamento dos Sete em Westeros
Diferente do tradicional julgamento por combate visto ao longo de Game of Thrones, o Julgamento dos Sete envolve 14 combatentes. São sete campeões escolhidos pelo acusado e sete pelo acusador, todos lutando até que um dos lados seja completamente derrotado ou desista.
A origem do ritual remonta aos Ândalos, povo que atravessou o Mar Estreito e levou a tradição para Westeros. O número de combatentes representa os deuses da Fé dos Sete: Pai, Mãe, Guerreiro, Ferreiro, Donzela, Velha e Estranho. A crença é que, ao reunir sete guerreiros de cada lado, o julgamento fica nas mãos dos deuses.
Caso o acusado não consiga reunir seus sete campeões, a culpa é considerada automaticamente confirmada, sem que o combate aconteça.
Uma prática rara na obra de George R. R. Martin
Apesar de sua importância histórica dentro da mitologia da série, apenas dois Julgamentos dos Sete são citados nos textos de Martin. Um deles envolve Maegor I Targaryen, que terminou como o único sobrevivente do combate. O outro é o julgamento enfrentado por Dunk em O Cavaleiro dos Sete Reinos.
A raridade do ritual ajuda a explicar por que ele nunca foi mencionado anteriormente. O julgamento de Dunk é descrito como o primeiro em cerca de um século, e até mesmo personagens da alta nobreza, como Maekar Targaryen, demonstram desconhecimento sobre sua existência.
Além disso, o autor nunca estabeleceu regras rígidas para o combate, deixando em aberto questões como o uso de cavalos, armas específicas ou formações, o que reforça o caráter caótico e brutal do ritual.
Quem luta no Julgamento dos Sete de Dunk
Ao longo da série, Dunk consegue reunir seus seis campeões para completar o grupo exigido pelo ritual. Entre os combatentes ao seu lado estão Lyonel Baratheon, Humfrey Beesbury, Humfrey Hardyng e Robyn Rhysling, cavaleiro conhecido por ter perdido um olho.
Raymun Fossoway se junta ao grupo após ser armado cavaleiro de última hora, enquanto Baelor Targaryen surpreende ao declarar que lutará por Dunk, vestindo a armadura de seu filho. Apesar de sua reputação histórica, Baelor não entra em combate há anos, o que torna sua participação um fator decisivo.
Do outro lado estão Aerion Targaryen, seu pai Maekar, Daeron, Steffon Fossoway e três membros da Guarda Real. Um detalhe relevante é que a Guarda Real é proibida de ferir membros da família real, o que impede ataques diretos contra Baelor.
Julgamento coloca honra e destino dos Sete Reinos em jogo
Com alianças improváveis, regras flexíveis e um número elevado de combatentes, o Julgamento dos Sete se estabelece como um dos rituais mais extremos já apresentados no universo de Game of Thrones. Em O Cavaleiro dos Sete Reinos, o desfecho do combate não define apenas a inocência de Dunk, mas também coloca em risco vidas nobres, linhagens reais e o equilíbrio político de Westeros.
Novos episódios de O Cavaleiro dos Sete Reinos são exibidos aos domingos pela HBO.






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