Os dragões, símbolos máximos de poder na obra de George R. R. Martin, não aparecem em O Cavaleiro dos Sete Reinos — e isso não é por acaso. Ambientada décadas antes dos eventos de Game of Thrones, a nova série da HBO retrata um período em que essas criaturas já eram consideradas extintas há cerca de 150 anos no universo de Westeros.
Tanto na saga literária As Crônicas de Gelo e Fogo quanto na adaptação televisiva Game of Thrones, os dragões haviam desaparecido do mundo muito antes do nascimento de Daenerys Targaryen, que mudaria esse cenário ao emergir de uma pira funerária com três filhotes, marcando o retorno da magia.
Targaryen sem dragões: uma nova realidade em Westeros
No segundo episódio de O Cavaleiro dos Sete Reinos, o público conhece Baelor, Maekar e Aerion Targaryen, novos membros da icônica casa. Diferentemente do que foi visto em A Casa do Dragão, eles chegam ao Torneio de Ashford a cavalo, e não montados em dragões. A cena reforça como, naquele período, a ausência dessas criaturas já era encarada como algo normal, algo impensável para gerações anteriores da família.
A guerra que levou os dragões à extinção
A explicação para o desaparecimento dos dragões está diretamente ligada aos eventos mostrados em A Casa do Dragão. A série retrata o início da Dança dos Dragões, uma guerra civil entre Rhaenyra Targaryen e seu meio-irmão Aegon II pelo Trono de Ferro. Divididos entre o Time Preto e o Time Verde, ambos os lados utilizaram dragões como armas.
Durante o conflito, personagens como Lucerys Velaryon e Rhaenys Targaryen morreram junto com seus dragões, Arrax e Meleys. Antes da guerra, existiam cerca de 20 dragões vivos, incluindo selvagens e filhotes. Ao final do confronto, apenas quatro sobreviveram: Canibal, Ladrão de Ovelhas, Asaprata e Manhã.
O fim definitivo das criaturas
Grande parte dos dragões morreu durante a Tomada do Fosso dos Dragões, revolta popular em Porto Real após a morte de Helaena Targaryen, atribuída pelo povo a ordens de Rhaenyra. Nos anos seguintes, a Casa Targaryen fracassou repetidamente ao tentar chocar novos ovos. Alguns filhotes nasceram deformados, outros sequer eclodiram, e nenhum cresceu o suficiente para ser montado.
O último dragão nasceu em 153 d.C., cerca de 56 anos antes dos eventos de O Cavaleiro dos Sete Reinos. Na época, o rei era Aegon III, filho de Rhaenyra. Há rumores de que ele teria envenenado a criatura, traumatizado após ver sua mãe ser devorada por um dragão. Outra teoria aponta para uma possível conspiração dos meistres, que supostamente desejavam eliminar a magia do mundo. Nenhuma dessas hipóteses foi confirmada oficialmente.
O legado dos dragões ainda assombra os Targaryen
Para Dunk, o cavaleiro errante que protagoniza O Cavaleiro dos Sete Reinos, os dragões são apenas lendas encenadas em peças teatrais. A maioria dos jovens de sua época nunca viu um dragão vivo. Ainda assim, o impacto dessas criaturas permanece forte dentro da Casa Targaryen.
Um exemplo é Aerion Targaryen, descrito como um dos membros mais loucos da família. Obcecado pelos dragões, ele acreditava ser um deles em forma humana e morreu ao ingerir fogo vivo, convencido de que se transformaria em um dragão. Tentativas semelhantes de restaurar a era dos dragões continuaram, sempre sem sucesso.
Um mundo mais sombrio sem magia
Com a extinção dos dragões, o poder dos Targaryen diminuiu drasticamente, abrindo espaço para questionamentos sobre sua legitimidade. Relatos da época indicam que os invernos se tornaram mais longos e cruéis, enquanto os verões ficaram mais curtos. A magia, segundo crenças populares, começou a desaparecer — até retornar com Daenerys em Game of Thrones.
Mesmo após o fim da série principal, os dragões continuam ameaçados: apenas Drogon permanece vivo. O futuro dessas criaturas ainda é incerto, especialmente nos livros, onde novos caminhos podem reacender a magia em Westeros.
Novos episódios de O Cavaleiro dos Sete Reinos estreiam todos os domingos na HBO.




Seja o primeiro a comentar