Lançado em 1995, o filme Duro de Matar: A Vingança entrou para a história não apenas como um dos títulos mais marcantes da franquia estrelada por Bruce Willis, mas também por um motivo incomum: o nível de realismo do assalto retratado no longa motivou uma investigação do FBI.
O filme integra a fase mais prolífica da carreira de Samuel L. Jackson, que, após o sucesso de Pulp Fiction: Tempo de Violência, consolidou-se como um dos nomes mais requisitados de Hollywood, participando de produções de grande impacto cultural e comercial.
Um filme de assalto em meio aos grandes lançamentos dos anos 1990
Nos anos 1990, o gênero de assalto viveu um período de destaque no cinema. Em 1995, por exemplo, Fogo Contra Fogo, de Michael Mann, chegou aos cinemas e se tornou referência imediata. No mesmo ano, Duro de Matar: A Vingança disputava a atenção do público ao apostar em uma abordagem distinta dentro do cinema de ação.
O longa acompanha John McClane, agora separado de Holly, enfrentando uma série de atentados em Nova York. O vilão Simon Gruber força McClane e Zeus Carver (Samuel L. Jackson) a participarem de um jogo de distrações enquanto executa um plano de roubo ao Federal Reserve, o Banco Central dos EUA, aproveitando o caos instaurado na cidade.
Assalto detalhado despertou interesse das autoridades
O que diferenciou o filme de outros títulos do gênero foi o alto grau de detalhamento logístico do crime. O roteiro, assinado por Jonathan Hensleigh, utilizou informações reais sobre a localização do Federal Reserve, sua proximidade com o metrô, rotas subterrâneas e até possíveis saídas por aquedutos.
A fidelidade foi tamanha que o FBI entrou em contato com o roteirista para entender como ele havia reproduzido com tanta precisão a estrutura do cofre e o funcionamento do local. As autoridades buscavam esclarecer se havia sido utilizado algum tipo de informação sensível.
Segundo apuração da época, todo o material usado no roteiro foi obtido por meios legais, incluindo plantas públicas e visitas autorizadas. Ainda assim, o nível de exatidão gerou preocupação.
Filme contribuiu para mudanças em protocolos de segurança
O impacto do longa ultrapassou o entretenimento. A simulação apresentada em Duro de Matar: A Vingança funcionou como um exercício prático de vulnerabilidades, levando responsáveis pela segurança do prédio a reavaliar procedimentos internos após a estreia do filme.
Diferentemente de outros filmes de assalto, como Atração Perigosa, cuja força está na execução psicológica dos crimes, o destaque aqui foi a engenharia do plano, mostrando como um roubo de grande escala poderia ser executado do ponto de vista logístico.
Elenco ampliou o alcance do filme
Além do impacto técnico, o filme também se destacou pela dinâmica entre seus personagens. Samuel L. Jackson, no papel de Zeus, e Jeremy Irons, como o antagonista Simon Gruber, dividiram os holofotes com Bruce Willis, reforçando o formato de dupla protagonista e ampliando o escopo narrativo da franquia.
A combinação de roteiro preciso, personagens bem definidos e um assalto construído com base em dados reais consolidou Duro de Matar: A Vingança como um dos filmes de ação mais comentados de sua década — inclusive fora das telas de cinema.






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