A estreia de ‘Capitão América: Admirável Mundo Novo’ trouxe o retorno de um dos vilões mais antigos do MCU, mas o desfecho do personagem gerou controvérsia entre os fãs. Para muitos, a decisão do Líder de se entregar às autoridades no final do longa pareceu um erro narrativo grosseiro para alguém com inteligência sobre-humana. No entanto, uma análise mais profunda sugere que o vilão pode ter se deixado prender de propósito para iniciar a próxima fase de um plano mestre que o conecta diretamente aos eventos de ‘Vingadores: Guerras Secretas’.
No clímax do filme, o Líder alcança seu objetivo principal: expor as ações de Thaddeus Ross e forçar sua transformação no Hulk Vermelho, destruindo o legado do presidente. Contudo, ao aparecer para Sam Wilson apenas para ser capturado, o vilão levantou suspeitas de um furo de roteiro causado pelas extensas refilmagens da produção. Mas o detalhe crucial reside para onde ele foi enviado: a Balsa, a prisão de segurança máxima para super-humanos.

Na cena pós-créditos, o Líder revela saber sobre a ameaça das incursões, algo que o filme não desenvolveu previamente. Como um estrategista que processa probabilidades, o vilão viveu os 5 anos do estalo de Thanos e provavelmente monitorou anomalias cósmicas desde então. Eventos como os portais dimensionais em ‘Homem-Aranha: Sem Volta Para Casa’ e a fenda espacial vista em ‘As Marvels’ não passariam despercebidos por seu monitoramento tecnológico, permitindo que ele deduzisse a fragilidade do multiverso e a iminência de um choque entre realidades.
A teoria de que ele se entregou voluntariamente ganha força quando analisamos o potencial de recrutamento dentro da Balsa. O Líder pode ter calculado que os heróis tradicionais, como os Vingadores, não teriam a frieza necessária para tomar decisões drásticas durante uma incursão. Ao se infiltrar na prisão, ele ganha acesso direto a ativos valiosos para formar sua própria equipe de defesa — ou ataque — multiversal.
Entre os possíveis recrutas na Balsa está o Barão Zemo, capturado ao fim de ‘Falcão e o Soldado Invernal’, cujos contatos e intelecto tático são inestimáveis. Com a recente canonização de produções da Netflix em ‘Demolidor: Renascido’, outros nomes surgem no radar: Willis Stryker, o Kid Cascavel, que pode ter recebido as habilidades de invulnerabilidade de Luke Cage, e Trish Walker, a Felina, que possui capacidades físicas aprimoradas.

O reforço mais impactante, no entanto, seria o próprio Hulk Vermelho. Embora Thaddeus Ross seja seu inimigo, o risco de extinção universal pode forçar uma aliança temporária mediada pelo Líder. Com promessas de cura ou controle sobre a radiação gama, o vilão poderia garantir a força bruta necessária para o seu grupo.
Além desses nomes, o futuro do MCU pode levar personagens como o Mercenário ou o Capuz para a mesma detenção, ampliando o arsenal do estrategista. Se essa lógica for aplicada pela Marvel Studios, o que pareceu um erro de roteiro em ‘Capitão América 4’ pode se transformar em um dos maiores trunfos da Saga do Multiverso, posicionando o Líder como uma peça fundamental na sobrevivência da linha do tempo principal.




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