O Oscar contra as máquinas: Novas regras proíbem atores e roteiros de IA

Cheyna Corrêa

O Oscar deu um passo histórico para proteger o trabalho humano no cinema. Recentemente, a Academia de Artes e Ciências Cinematográficas atualizou seu regulamento oficial para a 99ª cerimônia. Certamente, esta é uma resposta direta ao crescimento acelerado da inteligência artificial. A partir de agora, atores gerados digitalmente e roteiros escritos por máquinas não podem mais concorrer. Além disso, as mudanças já estão publicadas e valem para todas as edições futuras. Portanto, robôs digitais não poderão mais conquistar a cobiçada estatueta dourada.

Rigor na elegibilidade criativa e humana

Nesse sentido, o novo regulamento exige que apenas humanos recebam créditos de atuação. O pagamento legal deve comprovar que o artista interpretou o papel com consentimento. No entanto, a IA não foi banida totalmente do processo de produção. Ferramentas digitais de pós-produção ainda são permitidas pela Academia. Afinal, o foco principal deve permanecer no centro da autoria criativa humana. A organização poderá solicitar informações detalhadas sobre o uso de tecnologias generativas em cada filme inscrito. Dessa maneira, a transparência será fundamental para as futuras indicações.

Michael B. Jordan e Adrien Brody na 98ª edição do Oscar. Foto: John Shearer/The Academy via Getty Images

Casos reais que motivaram a mudança normativa

Por outro lado, eventos recentes aceleraram a criação dessas normas restritivas. O caso de Tilly Norwood, um ator totalmente virtual, gerou grandes debates em Hollywood. Do mesmo modo, a produção de Gladiador 2 enfrentou críticas pelo uso de figurantes digitais sem autorização. Assim, o Oscar busca blindar os direitos dos profissionais de carne e osso. Em suma, a premiação quer garantir que a arte continue sendo um reflexo genuíno da experiência humana. Consequentemente, a indústria agora possui um limite claro para o uso da tecnologia na busca pelo prêmio.

Fonte: GamesRadar

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