Michael B. Jordan, conhecido por interpretar o vilão Erik Killmonger em Pantera Negra, revelou que o impacto emocional do papel ultrapassou as telas e o levou a buscar terapia após o lançamento do filme. A declaração foi feita durante uma entrevista ao programa CBS Sunday Morning e repercutiu ao trazer à tona a relação entre atuação, saúde mental e autoconhecimento, especialmente entre homens.
O ator explicou que a experiência de viver Killmonger não se encerrou com o fim das gravações. “Depois do filme, isso meio que ficou comigo por um tempo”, afirmou. Segundo Jordan, a decisão de procurar ajuda profissional foi essencial para lidar com os efeitos emocionais do personagem.
“Fui para a terapia, falei sobre isso, encontrei uma forma de meio que descomprimir.”
Atuação intensa e aprendizado emocional
Jordan destacou que, à época, ainda estava aprendendo a importância de se desligar emocionalmente de um personagem após um trabalho intenso. “Não existe um manual para isso”, afirmou.
O ator também descreveu a atuação como um processo frequentemente solitário. “Atuar é uma jornada solo muitas vezes”, explicou, citando audições, ensaios e preparação feitos de forma individual. Esse isolamento, segundo ele, reforçou a necessidade de falar sobre sentimentos e experiências. “Conversar é realmente muito importante”, disse.
A construção de Killmonger fora das telas
Ao comentar a preparação para o papel, Michael B. Jordan revelou que mergulhou profundamente na história emocional do personagem. “Erik realmente não conheceu muito amor”, afirmou. O ator explicou que Killmonger foi moldado por traições, sistemas falhos e frustrações, fatores que alimentaram sua raiva.
Durante esse processo, Michael B. Jordan contou que chegou a se isolar da própria família para compreender melhor o personagem. Ele também refletiu sobre o ciclo de violência e opressão retratado na narrativa, analisando como a história tende a se repetir e a tentativa do personagem de romper esse padrão.
Terapia e diálogo, especialmente entre homens
De acordo com informações da revista People, Jordan afirmou que a terapia, inicialmente motivada por esse papel específico, acabou se transformando em um processo mais amplo de autodescoberta. O ator defendeu que o acompanhamento psicológico é necessário para todas as pessoas, “especialmente para os homens”.
Em sua fala final sobre o tema, Michael B. Jordan fez questão de enfatizar a importância do diálogo sem estigmas.
“Acho que é bom para eles irem e conversarem… Isso não é algo de que eu tenha vergonha nenhuma, e tenho muito orgulho.”
Segundo ele, a experiência contribuiu para que se tornasse um comunicador melhor e uma pessoa mais equilibrada, por dentro e por fora.
Legado de Pantera Negra no MCU
Lançado em 2018, Pantera Negra marcou um ponto de virada no gênero de filmes de super-heróis ao introduzir Wakanda no Universo Cinematográfico da Marvel (MCU). Após a morte de Chadwick Boseman, o legado do herói foi mantido, com Shuri, interpretada por Letitia Wright, assumindo o manto em Pantera Negra: Wakanda Para Sempre.
A Marvel Studios segue expandindo a mitologia do reino africano, inclusive com a série Olhos de Wakanda, lançada em agosto de 2025. Um terceiro filme da franquia já está confirmado, e Shuri também fará parte dos eventos de Vingadores: Doutor Destino e Vingadores: Guerras Secretas. Atualmente, Pantera Negra está disponível no Disney+.



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